segunda-feira, 8 de julho de 2013

Gangster Love - Capítulo 39 - Not without my bitch

“Ouvi dizer, que quem te ama não te abandona.”

Leia esse capítulo no anime (aqui)
Leia Behind The Lights (aqui)
Leia Revenge  Game (aqui)
 Eu tinha perdido o controle de mim mesma, tinha passado a noite inteira me revirando na cama.
Eu não conseguia parar de pensar em todo o mal que o Trevor tinha feito pra duas pessoas tão importantes na minha vida.
Quem ele pensa que é pra sair estuprando e abusando de garotas inocentes como elas? 
Diacho ele pode pegar quantas vadias ele quiser, ele não precisava ser tão sujo, tão crápula.
Depois da Julie ter me contado tudo com lágrimas nos olhos e um desespero na alma eu não pensei duas vezes antes de ir atrás desse filho da puta. Não foi difícil descobrir onde é o esconderijo onde ele fica por que o idiota do Chaz estava bêbado quando eu perguntei a ele.
Peguei o carro da minha mãe por que o meu ainda estava com o Justin e ele tinha pegado sua Range Rover de volta.
Estacionei perto de uma calçada e atravessei a rua.
O lugar era subterrâneo, um túnel de baixo da terra digamos assim.
Tirei o meu casaco ficando apenas com uma lingerie, eu sabia que essa era a única maneira de entrar ali sem que desconfiassem de mim.
A arma estava escondida entre os meus seios no corpete e por incrível que apareça eu não conseguia sentir medo, eu apenas me lembrava de tudo que o Justin tinha me ensinado sobre render o inimigo.
Quase certo de que eu não sairia viva dali, mas quem se importa?
Pelo menos eu vingaria todo o mal que ele já causou para várias pessoas.
Eu precisava botar tudo pra fora, aquela raiva não me deixaria viver em paz.
-  E ai gatinhos! – eu estava mastigando chiclete de forma provocativa – Eu fui contratada pelo chefinho de vocês.
Os dois seguranças me olharam desconfiados.
- Hum, e quando foi isso?
- Olha gato, é melhor você me deixar passar logo, não vai querer irritar ele, vai?
Eles pareceram refletir sobre as minhas palavras.
- Até por que – enrolei uma mecha de cabelo com os dedos e mordi os lábios – Não é todo dia que ele tem mercadoria tão boa.
Acho que eles tiveram um orgasmo somente com a forma insinuante em que eu rebolei sobre cada um deles.
- Pode passar. – gaguejou um deles quase sem fôlego.
Não tenho culpa se eu nasci gostosa.
Confesso que não curti muito o lugar.
Estava cheio de baratas, ratos, um monte de insetos de um lado pro outro.
Era meio assustador.
E tinham mais seguranças, porém eles não faziam nada além de me devorar com os olhos.
Hesitei por um segundo antes de chegar a porta do escritório de Trevor Maddox..
Me perguntei se o Bob realmente guardaria segredo, só pra começar eu nem tive coragem de ligar pra ele por que sabia que ele ia acabar conseguindo me convencer a não fazer nenhuma merda, mas eu sou impulsiva.
Tinha deixado um recado na caixa postal, nada muito meloso, só disse que ia atrás de justiça e que eu amava cada um deles.
Isso incluía todos, inclusive Justin.
Nunca fiquei tão aliviada como quando a Victoria me contou que ele não era o pai do filho da Julie. Por um segundo eu pensei que nós realmente tínhamos uma chance, mas ai eu tirei a denuncia, e quando ele saiu da sala nós dois estávamos brigando como dois idiotas de novo.
Isso é tão exaustivo que me dá câncer.
Eu simplesmente percebi que por mais que eu o amasse, e por mais que ele me desejasse, nós nunca íamos dar certo.
Nunca dá certo quando você ama sozinha.
Quando você não é prioridade pra outra pessoa.
Mas é como eu disse a ele, não importa quantos verões, quantas vidas, eu sempre o amaria, sempre amaria cada detalhe daquele babaca sem sentimentos.
Aquele imbecil que apesar de não ser o pai do filho da minha irmã continuava sendo um gangter perigoso, um homem canalha e o cara que tinha matado o melhor professor que eu já tive.
Como será que ele reagiria ao saber da minha morte?
Será que ele se importaria?
Ou será que ele simplesmente seguiria em frente como se não fosse nada?
Eu nunca vou saber.
Os outros dois seguranças parados perto da porta não fizeram nenhuma pergunta, apenas assentiram e a abriram fechando logo em seguida.
O homem estava de costas com um cigarro na mão, podia ver a fumaça subindo pra cima.
Ao notar que havia alguém ali ele girou a cadeira e abriu um enorme sorriso.
- Ao que devo honra?
- Eu vim dar pra você. – caminhei até ele sendo curta e grossa, o chiclete na minha boca só tornava tudo mais medíocre.
Ele deu uma gargalhada.
- Não me lembro de ter te chamado.
- Não tô nem ai! – me aproximei e girei sua cadeira sentando entre suas pernas – Pode ter certeza que você não vai se arrepender.
Ele estava sem camisa e tinha o corpo inteiro coberto por tatuagens de todos os tipos, a maioria eu não conseguia nem mesmo identificar. E não é que aquele filho da puta é mesmo gostoso? Porra louca. Dá pra entender por que elas ficaram caidinhas por ele, só de vê-lo já da pra pensar coisas erradas.
Mas não ia acontecer comigo por que apesar de tudo eu sentia nojo dele.
Seus olhos escuros exalavam uma luxuria de outro mundo.
- Qual o seu nome? – ele apertou minhas coxas – Por que olha, eu não costumo fazer esse tipo de pergunta, é só que, bom... algo me diz que você não veio aqui só pra isso, é, tem algo dentro de você que... que é instigante.
- Meu traseiro gato! – minhas palavras fizeram ele rir de novo – E quanto ao meu nome é melhor deixar de lado, não quero você me implorando pra me comer de novo depois que eu sair por aquela porta.
Ele gargalhou.
- Ah é? – senti ele aproximar seu rosto e em segundos morder o meu lábio inferior com força tentando realmente fazer um estrago – Gostei de você.
- Eu sei. – rebolei em seu colo, eu era muito boa nisso – É o que eu costumo ouvir.
Ele começou a beijar o meu pescoço com ferocidade, enquanto isso suas mãos deslisavam por todo o meu corpo, mas eu não deixava com que ela fosse até os meus seios de forma alguma. Eu só estava esperando o momento certo para dar o bote, não seria tão difícil, eu poderia lidar com ele.
E no fim nem estava sendo tão ruim assim.
Como eu disse, ele é muito gostoso e tem uma pegada de arrepiar.
- Vadia... – ele sussurrou em meu ouvido – Você é realmente adorável, uma puta de uma gostosa, mas... – de repente ele segurou meu braço com força e me empurrou pra cima da mesa, achei que ele ia começar uma sessão de transa que vai entrar pra história, mas em vez disso ele me prendeu de tal forma que eu não poderia nem mesmo me mover – Mas que pena que mexeu com o cara errado.
- O que? – a pressão que ele fazia me deixava quase sem voz.
- Eu não sou burro vagabunda! – ele rapidamente enfiou as mãos no meu sutiã tirando de lá a arma, uma risada inebriante soou pelos cantos – Acha que está falando com quem? Chuck Norris? Não dessa vez filha da puta! – ele me acertou um tapa em cheio.
Senti minhas bochechas formigarem.
Parecia até que ele tinha conseguido quebrar os meus dentes.
Ele jogou a arma no chão e me acertou outro tapa.
- Você acha que eu não sei quem você é Jessica Baker Jobs? – suas palavras me fizeram tremer dos pés a cabeça – Porra eu comia a sua irmã quase todos os dias, eu só queria saber o que deu nela pra ela sumir de repente.
Isso não era possível, não...
- Eu tenho a sua ficha completa vadia. Espera, você e o Justin tem um caso não tem? Calma ai, você é a garota que ajudou ele a conseguir a grana, estou certo? Ah não, que desperdício de talento... – ele roçou seus lábios levemente nos meus, eu sentia nojo de mim mesma – Uma garota tão boa – ele apertou minha coxa – Se deixando levar por insignificantes como ele.
- Eu quero ir embora... – disse arrastando a voz.
- Você quer é? – ele gargalhou e acertou outro tapa que me fez virar o rosto, era como um soco no estômago só que dez vezes pior, ele tinha a mão pesada – Achei que você tinha vindo aqui pra abrir as pernas pra mim.
- Você é um desgraçado! – grunhi deixando a raiva tomar conta de mim.
- O que você disse? – ele apertava meus dois braços com brutalidade, minhas costas estavam começando a doer por que ele estava chocando-as contra a mesa de forma esmagadora – Repete puta, repete!
- VOCÊ É UM DESGRAÇADO! – gritei cuspindo na cara dele.
Ele não disse uma palavra, simplesmente me deu três tapas seguidos.
Meu nariz estava sangrando e eu sentia o gosto na minha boca.
Foi ai que eu me dei conta de que eu sou mesmo uma burra.
Onde eu estava com a cabeça de achar que eu poderia matar o maior gangster de todos os tempos? É claro que ele sabia quem eu era.
Fala sério, eu só assaltei uns mercadinhos, não é nada perto... disso.
Ele é o Trevor Maddox e não um senhorzinho de sessenta anos medroso.
- Deixa eu te contar uma história, você quer saber? – ele foi extremamente nojento quando lambeu um pouco do sangue no meu rosto.
Torci o nariz sentindo meu estômago embrulhar.
Ele me soltou por uma fração de segundos e tirou uma Calibre 38 de uma das gavetas ao seu lado. Senti ele afundar seus dedos no meu cabelo o puxando com força, foi assim que ele me fez ficar de pé.
E foi como se todos os meus ossos estivessem se quebrando quando ele me empurrou pra parede três vezes seguidas.
Ele é um filho da puta.
Trevor  puxou meu cabelo de novo e acertou mais um tapa, e depois outro.
Eu não conseguia nem mesmo gritar ou reclamar, parecia que a dor era mais interna do que externa. Estava entorpecida.
Por que eu sabia que era o meu fim.
Eu ia morrer por nada.
- Sentadinha vadia! – exigiu ele me jogando no chão com a arma apontada pra minha cabeça, mesmo que ele não estivesse armado eu não tinha a menor chance de fazer qualquer coisa.
- O que você vai fazer? – gaguejei cuspindo o sangue no chão.
Ele gargalhou e pegou uma cadeira.
Ele passou uma perna em cada lado da mesma e apoiou seus braços nas costas dela sem desviar a arma da minha cabeça.
- Eu conheci a sua irmã no final do ano, tem quatro ou cinco meses? Eu sei lá, só sei que quando a vi em uma das minhas boates eu imediatamente mandei que trouxessem ela pra mim. Olha, se tem uma coisa que eu devo admitir é que isso é de família, seu pai é bom na coisa. – ele riu malicioso – Depois de conseguir seduzir ela, o que foi muito fácil, descobri que ela era filha do dono da Apple, nossa, isso sim foi épico, eu investiguei tudo sobre ela, inclusive sobre você, eu disse que um dia ainda te teria nos meus braços também.
- Nojento! – grunhi incrédula.
- Julie é muito boa na cama, ela faz um boquete excelente, espero que você também seja boazinha Jessica. – ele suspirou – O mais engraçado foi quando eu descobri que o Justin estava apaixonado, sim, por que não tinha outra explicação pra ele ter ficado tão babaca da noite pro dia.
- Perdeu seu tempo – falei orgulhosa – Justin nunca se apaixonou por ninguém.
- Mulheres! – gargalhou ele – Tão tolas.
- Ele...
- Ele gosta de você. – disse ele, me interrompendo – E agora eu entendo por que.
- Não, ele não...
- Calada! – disse petulante – Justin vai vir atrás de você e nós vamos acertar as contas, você é o único motivo pelo qual ele viria atrás de mim.
Forcei uma risada mesmo sentindo dor.
- Acha mesmo que o Justin viria atrás de mim? – reforcei o sorriso fazendo uma careta por causa da dor – Parece que você não conhece o Bieber.
- Melhor do que você eu vejo que sim.
- Olha aqui Maddox – ergui o rosto e o fitei – Justin não sente nada, nunca sentiu e nunca vai sentir, ele é um merda, um canalha, um insensível, se existe uma pessoa fria no mundo, esse alguém é certamente ele, não espere que ele venha atrás de mim, se você quer mesmo pegar ele tem que ir atrás por que o filho da puta não sente porra nenhuma, acho que até mesmo se fosse a mãe dele aqui ele ia tá pouco se fodendo, sabe por que? Por que ele é o Justin Bieber, é tão simples, e não adianta eu sentir amor, eu pensar nele o dia todo, não adianta tentar fazer as coisas darem certo, ele simplesmente bloqueia qualquer brecha que possa fazer ele sentir, o Justin é um porra louca. Ele não tá nem ai pra mim, nem pra família dele e muito menos pra você.
- Isso é um desabafo? – ele riu – Mulher despeitada já é demais.
- Não é despeito não queridinho, é a verdade. Eu sei que você vai me matar e eu não tô nem ai, eu não me importo. Só acho que é muito exagero da sua parte querer que ele venha aqui por causa de mim. Justin nunca moveria nenhum músculo por causa de uma idiota como eu, sabe, ele me trata da mesma maneira que você, a diferença é que ele não me bate, ele nunca levantou a mão pra mim, pelo menos isso.
- Pobre Jessica... – ele parecia se divertir com as minhas palavras.
- Já que eu vou morrer eu posso falar, eu falo mesmo, Justin é um babaca assim como você, os dois acham que podem acabar com a vida das pessoas e saírem impunes, mas não é assim cara, a vida é muito mais do que fazer dinheiro e matar pessoas, a vida é se divertir e isso não é divertido, tem outras maneiras de se conseguir isso, por que você não tenta? Não é tão difícil tratar bem as pessoas.
- Pessoas são um lixo, é isso que elas são.
- Se você acha tudo bem, só não espere que ele venha por que ele não vai vir.
- Você está enganada.
- Não, eu não estou. – abracei meus joelhos fitando o nada – Eu amo o Justin, acho que você já deve ter percebido, sabe Trevor eu gosto de cada detalhe daquele idiota, mesmo ele sendo um cretino, um cachorro, um vagabundo, mesmo ele me destruindo, acabando com a minha vida. Eu acho que na verdade isso é o mais bacana sobre ele, você já ouviu dizer que as mulheres preferem os canalhas? É verdade mesmo, elas preferem mil vezes, é como um imã, é como se homens bons não fossem a nossa praia sabe? Essa coisa de ser certinho demais...
- Vem cá, você  é sempre tão tagarela?
- Ah, só quando tem uma arma pontada pra minha cabeça, não cara é que você vai me matar, eu tenho o direito de dizer sobre os meus sentimentos, até por que você está esperando o babaca vir, mas ele não vai vir. Talvez meu pai possa mandar suas tropas até aqui, tipo o FBI, ele pode recrutar uns caras, mas agora o Justin? Não espere por isso. O Justin é um amante e tanto na cama, ele faz loucuras, ele é muito bom, ele também é um palhaço, já reparou no sorriso dele? Meu Deus, ele é de tirar o fôlego, e quando ele te pega, ele te pega de jeito, ele te mostra que ele está no controle, que você é dele. – sorri vislumbrando a cena – Ás vezes ele saber se carinhoso, mas do jeito dele, nada de grandes demonstrações, eu sei que eu não sou como qualquer outra pra ele, aliás ele me disse uma vez que...
- Para de falar!
- Ele me disse uma vez que eu nunca fui igual a nenhuma, mas isso não quer dizer nada além de que as outras ele pegava só uma vez, já eu não, eu ele queria mais vezes, talvez... bom, não sei por que, isso ele nunca me disse. Ele fez tanta besteira, eu não entendo por que gosto tanto dele, por que ele me chamou tanto a atenção, por que cara? Eu não consigo, sabe?
- Não, eu não sei. – ele estava tedioso.
- Você nunca se apaixonou?
- A única mina da minha vida é a Shelby, aquela gostosa me deixa maluco.
- É isso! – falei risonha – É isso, é como se... se você fosse auto confiante, linha dura, extrovertida e determinada, mas ai aparece aquela pessoa, e daí quando ela está perto de você, é como se...
- Como se o seu chão desabasse e você perdesse o controle sobre você mesmo. – completou ele, certamente pensando nessa garota, mulher, sei lá.
- Exatamente. – eu sorri, não me preocupava mais se iria morrer ou não – É assim que eu me sinto com ele, quando ele chega não importa o quanto eu queira matar ele, Justin sempre acaba me tendo por completa, eu me rendo, eu sempre me rendo aos seus encantos, ao seu charme, seu jeito, seu corpo, seu sorriso.
- Bieber gosta de você. – disse ele convicto – Que pena que você nunca vai ter a chance de ouvir isso dele.
Eu dei risada.
- Não vou mesmo, mas ele vai conseguir ficar no seu lugar um dia, e quando esse dia chegar eu vou estar rindo lá no céu.
- Ele vai morrer hoje junto com você.
- Não tenha tanta certeza Trevor! – escorei-me na parede para levantar – Ele não vai vir atrás de mim.
- Eu já disse que ele vai. – Maddox acompanhava cada movimento com a arma.
- O JUSTIN NÃO GOSTA DE MIM PORRA! QUAL A PARTE DO ELE NÃO TEM SENTIMENTOS QUE VOCÊ NÃO ENTENDEU ANIMAL? – eu estava gritando na cara dele sem me importar com a arma apontada pra mim – FRIO PORRA, FRIO COMO GELO E MAIS AMARGO DO QUE UMA NOITE FRIA DE DEZEMBRO!
Eu mal tinha percebido o quanto doía pronunciar aquelas palavras.
Admitir aquilo.
Eu não queria dize-las, eu queria acreditar que elas fossem mentira.
Eu queria que ele me amasse.
- EU VOU ENTRAR DE QUALQUER JEITO PORRA!
Meu corpo inteiro tremeu quando vi um Justin revoltado e furioso atravessar a porta correndo. Os dois seguranças caíram no chão, eu sabia que ele tinha matado todo o resto.
Mas eu não acreditava, ainda não acreditava no que via.
O desespero foi tão grande que nem percebi quando Trevor segurou meu braço e apontou a arma pra minha cabeça deixando claro que eu iria morrer se Justin tentasse fazer alguma coisa contra ele.
- O que é que você estava dizendo mesmo Jessica? – a voz de Trevor soou diabólica enquanto eu me dava conta de algo que jamais passou pela minha cabeça.
Justin podia até não me amar, mas ele jamais ficaria sem a sua vadia.
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Tá ai, como prometido <3333333 amo vocês http://ask.fm/JBieberHorny

Gangster Love - Capítulo 38 - Go fuck yourself bitch

E eu odeio te amar tanto assim. E eu odeio o quanto eu amo você garoto. Eu não suporto o quanto eu preciso se você.

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Minhas pernas estavam jogadas em cima da mesa no centro da sala. Um jogo de hóquei do meu time preferido agitava a tarde de muitas pessoas em todo o mundo.
Menos a minha.
O cigarro entre os meus dois dedos me fazia inalar fumaça pelo nariz a cada tragada.
Eu estava com ódio de mim mesmo.
Tudo na minha vida tinha perdido o sentido a partir do momento que eu me permiti deixar levar por algum sentimento, por essa merda de amor. Que espécie de gangster se deixa tornar um babaca? Um apaixonado idiota?
O meu objetivo era ficar no lugar do Trevor, era me tornar o melhor Gangster do mundo inteiro e vingar tudo que ele tinha feito pro meu pai. Eu tinha tudo em mente, o meu foco sempre foi esse, porra eu passei dois anos planejando tudo com o Twist, por que eu deixei as coisas fugirem do controle dessa maneira?
Isso não é justo.
A vida não é justa.
E amar, isso é perca de tempo.
 Me diz, o que eu ganhei sendo bonzinho?
Porra nenhuma.
Eu estava cansado de fazer tanta merda na minha vida, estava cansado de ficar pensando em uma só pessoa, eu odiava a mim mesmo pelo que eu tinha feito com o meu futuro.
Por que ela tinha sito tão cruel?
Eu sentia como se aquelas palavras nunca fossem sair da minha cabeça.
Será que eu sou tão ruim assim?
Caralho eu sei que eu fiz muita merda, eu sei que eu passei dos limites diversas vezes mas eu nunca nem por um segundo pensei em me afastar dele, desde que eu a conheci tem sido apenas ela e isso é tão ridículo.
Eu me sinto um garotinho de dezesseis anos que não sabe lidar com mulher.
- Delicinha o que acha da gente brincar um pouquinho? – a voz melosa da Leleca me fez pressionar os olhos com força.
- Achei que já tinha voltado pro Canadá. – murmurei ainda tentando absorver a irritação sonora que ela havia ma causado.
- Não bebezinho, eu sabia que ia esquecer aquela vadia e nós poderíamos fazer como nos velhos tempos. – ela estava se aproximando de mim após encher duas taças de whisky.
- Sabe Leleca...
- Diz gatinho. – ela se sentou no meu colo colocando uma perna de cada lado, nem aqueles peitões saltando de seu sutiã conseguiam me animar, eu devia estar mesmo ruim.
Segurei seus dois cotovelos fazendo com que as taças tremessem.
- Já que você não quer voltar pro Canadá o que acha de ir pro inferno? – dei um sorrisinho sarcástico e a empurrei pro chão vendo o líquido escorrer por seu corpo enquanto as taças se espatifavam no chão.
Isso sim é uma cena interessante.
- JUSTIN! – ela gritou enfurecida revirando os olhos.
- Foi mal, me desequilibrei. – o sorriso irônico ainda brincava em meus lábios, dei uma última tragada no cigarro e joguei o toco no cinzeiro.
- Por que é que você tá tão broxa ultimamente? – ela se apoiou no chão para ajudar a se levantar – Nossa, você tá virando um viadinho desde que ficou amarrado nessa garota!
- O que você disse?
- Eu disse...
- O que você disse? – repeti segurando seu braço com força e dando um aperto em sua bunda.
- Ai Justin... – ela mordeu os lábios, vagabunda. Se excita com qualquer coisa.
- Mal encostei e você já tá molhadinha. – dei risada – Me diz Leleca, como é que você ainda quer que eu te coma?
Ela lambeu os lábios fazendo cara de safada.
- Ninguém mandou você ficar sentado sem camisa nessa pose sensusal com cara de bravo, isso é...
- Cala boca puta! – mordi seu lábio inferior com voracidade e pude sentir de imediato o gosto de sangue – Nunca ouviu falar que vadias ficam caladas?
- As ordens Bieber. – ela impulsionou seu corpo contra o meu causando um choque imediato e inesperado – Eu sou toda sua.
- Tá tão desesperada assim? – forcei um sorriso – Sabe, a Jessica pode até ser vadia como você diz, mas sabe a qual é a diferença entre vocês duas?
- Meu boquete é melhor, é claro. – ela apertou meu membro ainda por cima da calça ao pronunciar tais palavras.
- Nem fodendo. – indaguei rindo por que pra mim aquilo não se passava de uma boa piada – A diferença é que ela é a minha vadia, só minha.
- Eu também sou sua.
- E de mais quantos? – empurrei ela pro sofá – Foi mal mas você só serve pra aliviar a tensão, sabe aqueles momentos em que os caras estão brigados com suas mulheres? É quando eles vão te procurar Leticia.
Balancei a cabeça ao notar que pela primeira vez a chamei pelo nome.
- Por que...
- Por que eu te chamei pelo nome? – ergui a sobrancelha e enchi um copo de whisky sem desviar os olhos dela – Pra você se lembrar de como eu te tratava na primeira vez que te vi, antes de saber que você era uma vagabunda.
Ela riu, nunca se importaria com o que pensam dela.
- Tô muito bem assim.
- Eu sei. – bebi um gole – Mas você não sente falta de como eu te olhei pela primeira vez depois que transamos naquela noite? Eu realmente estava gostando de você, eu te achava divertida, um pouco rebelde, na medida certa.
- Sério? – ela abriu um sorriso de surpresa.
- É, eu meio que fiquei na sua. – falei isso como se estivesse conversando comigo mesmo, era tão estranho – Mas ai depois, no mesmo dia mais tarde eu chego na casa do Ryan e você está transando com o Chace e com o Chaz. Fala sério, foi a pior decepção da minha vida.
- Achei que a maior decepção da sua vida tinha sido a sua Jessie.
Sorri amargo.
- Eu fiz muita merda Leticia, esse é o preço que eu estou pagando por ter escolhido o caminho errado.
- Você sempre quis ser um Gangster, sempre quis estar no topo, você desistiu de tudo por uma qualquer e olha só o resultado...
- Eu tinha a grana, se eu desisti de alguma coisa a culpa é minha.
- Então você admite que a culpa é sua? Justin depois que você chegou da casa dela hoje de manhã você falou tanta merda daquela garota que os meus ouvidos tão doendo até agora, você nem é o pai da burra da irmã dela, você nem ao menos matou o professor dela, e você fica ai aceitando tudo que ela diz, como se você fosse o culpado.
- Eu não aceitei nada. Eu só acho que ela vai ficar bem sem mim.
- Você...
- Eu não deveria ter me apaixonado Leticia. – bati o copo com força em cima da mesa – É isso e pronto.
- Você fica tão babaca assim.
- Eu errei muito em ter me deixado levar por essas bobagens, se eu pudesse nunca ter conhecido a Jessica eu ia querer isso, eu só trouxe desgraça pra vida dela, além do mais isso não estava nos meus planos.
- Então esquece. – ela abriu as pernas e pôs o dedo na boca.
Forcei uma risada.
- Sem calcinha Leticia? – me abaixei de olhos perto dela e levantei sua saia, ela abriu ainda mais as pernas e eu usei toda a força dos meus três dedos para penetrar dentro dela, eu não tive dó, fiz isso em uma velocidade inestimável, ela gemia de prazer, sexo com ela sempre foi brutal, sempre foi uma coisa louca de outro mundo. Mais porrada do que sexo pra falar a verdade.
Eu posso até estar apaixonado.
Mas acho que um sangue ruim ainda pulsa aqui dentro.
Tirei os dedos antes que ela atingisse o orgasmo e dei uma risada enquanto ia para o quarto sem me importar que ela tivesse que usar suas mãos para terminar aquilo enquanto pensava no quanto poderia ser maravilhoso me ter dentro dela.
Tomei um banho e troquei de roupa. Então ouvi a campainha tocar.
- ATENDE AI PORRA! – gritei após isso acontecer três vezes seguidas.
- JÁ VAI FILHO DA PUTA! – retrucou ela me fazendo gargalhar.
Passei um perfume depois de arrumar o cabelo. Eu estava pensando em ir para uma balada com os caras, eu precisava sei lá parar de pensar nos olhos dela, no corpo dela, no sorriso dela.
Eu precisava encontrar um novo foco.
Voltar a ser o que eu era.
- Justin, Justin! – Leticia apareceu no quarto com os olhos arregalados e as mãos abanando, sem contar nos pulinhos.
- Viu alguma sombração foi?
- Os tiras Justin, eles estão atrás de você.
- Que? – soltei o frasco em cima da cama – Esconde a maconha dentro da porra da sua calcinha, a maconha que tá ai no guarda-roupa.
- Eu...
- Pega uma cueca caralho, anda logo.
- Mas eles não vieram por causa de drogas, eles...
- Faz o que eu mandei! – falei ríspido.
Que diabos a polícia queria aqui mano?
Haviam dois e eles estavam parado na porta.
- Algum problema? – perguntei inocente tentando parecer um cara responsável e de bem.
Espera, eu sou um cara responsável e de bem.
- Você é Justin Drew Bieber?
- Sim, sou eu.
- Você está sendo preso por duplo assassinato e estupro!
- Não pode ser, eu não fiz nada.
- Não é o que a Jessica Baker acha.
Enquanto eu tentava processar aquelas palavras o outro tira segurou minhas mãos atrás de mim e me algemou. Eu estava em estado de choque.
- Não, não... – tentei dizer alguma coisa mas eu não consegui, na verdade eu sentia meu coração em pedacinhos.
Eu estava pouco me fodendo que eu ia ser preso.
Eu só não conseguia acreditar que ela tinha tido coragem.
Eu não matei o velho idiota.
Eu não estuprei a irmã dela.
Eu...
PORRA!
- Justin eles vão te prender? – Leticia apareceu ainda desesperada.
- Liga pro Twist ou pro Chaz, por favor! – eles estavam me puxando.
- VOCÊS NÃO VÃO LEVAR MEU HOMEM PORRA! – a louca pulou em cima dos caras, essa mina é maluca – QUERO VER QUEM É QUE VAI LEVAR ELE, QUERO VER!
- Isso é desacato a autoridade! – o homem grunhiu – Você também vai ser presa senhorita.
- O QUE? – gritou ela – ENCOSTA A MÃO EM MIM PRA TU VER, ESSE DOIDO AQUI NÃO É BANDIDO NÃO PORRA, O ÚNICO PROBLEMA DELE É A BURRICE, MAS ISSO NÃO É CRIME!
Me vi rindo desse comentário ridículo.
- Acho melhor a senhorita ficar calada! – um dos policiais algemou ela também, que inteligente, nossa.
O caminho até a delegacia foi um inferno. Ficar no porta-malas com aquela louca gritando com os policiais o tempo inteiro não foi fácil.
Ainda bem que os meus pensamentos estavam bem longe dali, em um lugar onde eu sentia cada vez mais que não valia a pena sentir.
Sentir qualquer coisa.
Eles me jogaram em uma cela imunda.
Ainda bem que era a delegacia e não o presídio.
Eu tentei me defender mas eles não quiseram me ouvir.
Foi a pior noite de toda a minha vida.
Eu me lembro de não conseguir nem ao menos me mexer por causa dos ratos e baratas que ficavam andando por lá, o cheiro era insuportável e eu não consegui pregar os olhos nem por um segundinho.
Mas nada disso era pior do que saber que ela tinha tido coragem.
É isso que as pessoas fazem quando elas amam?
Eu só estava tentando ajudar a irmã dela. Só isso caramba.
- Levanta daí! – resmungou o segurança – Você tá livre!
- Que? – gaguejei batendo queixo por causa do frio – Como assim?
- A moça retirou a denuncia.
- Como é que é? – eu mal conseguia acreditar no que ouvia.
- Menos perguntas e mais ação, levanta a o traseiro dessa cama!
- Cama? – dei risada – Você quis dizer taba né?
Ele me olhou furioso.
- Quer dizer, brincadeirinha... – sorri inocente – Na verdade é um ótimo lugar pra dormir, tipo hotel cinco estrelas, é.
Ele balançou a cabeça e me empurrou para fora da cela.
Abri outro sorriso me sentindo livre.
Chaz deve ter obrigado ela a retirar a queixa.
Fui direto para a sala do delegado.
Me jogaram na mesa a frente dele mas o homem não disse uma palavra. Ele parecia bravo, ficou me encarando durante um longo tempo.
- Eu achei que eu ia embora. – bufei me sentindo tedioso.
- Acho melhor você ficar caladinho rapaz! – ele apoiou o cotovelo na mesa e olhou no fundo dos meus olhos, apenas continuei com a expressão de tédio eminente – Eu não sei o que você fez pra ela tirar a denuncia mas eu vou descobrir, e quando isso acontecer você tá ferrado!
- Nos vemos lá então! – dei risada e me levantei da cadeira ignorando qualquer merda que ele estivesse resmungando.
EU ESTAVA LIVRE PORRA!
- O que você tá fazendo aqui? – resmunguei ao ver a Jessica na recepção junto com o Chaz, o Ryan, o Twist e a Victoria.
- Quem você acha que te liberou?
- Eu disse que podia lidar com isso, eu sairia de qualquer forma.
- Então não vai se importar se eu ter outra conversinha com o delegado, vai?
Ela fez menção de ir até lá mas eu segurei seu braço a fazendo parar.
Nossos olhares se encontraram, todo o ódio se misturando com sentimentos confusos.
- Não faça isso!
- Será que vocês podem parar de ser amar um pouco e começar a se mexer por que eu tenho trauma de delegacias. – a voz de pato do Lil era tão irritante quanto a da Leticia ontem, alias cadê ela?
- Seu histórico não ajuda muito não é punheteiro? – o comentário da Jessie resultou em uma serie de risadas.
- Cadê a Leticia? – questionei antes que eles começassem uma discussão ridícula por causa disso.
- Mandei ela ir pro inferno e ela me obedeceu! – Jessica soou tão ciumenta que eu não consegui conter um sorriso.
- Então somos dois gata, eu fiz a mesma coisa ontem.
Ela ergueu uma sobrancelha.
- Como foi passar a noite na cadeia bro? – Chaz deu um tapinha no meu ombro – Logo ontem que eu tinha chamado umas danadas pra gente fazer a festa você me arruma uma dessas.
- Eu arrumo?
- Não precisa jogar indireta! – Jessica revirou os olhos.
- Ah é? Que tal você parar de sair fazendo merda antes de saber das coisas? O que acha disso garota?
- Não sou eu que faço uma pessoa chorar toda vez que eu respiro!
- Hum, então eu deveria ter deixado o Trevor atacar sua irmã não é? Acho você ficaria bem mais feliz!
- Vindo de você não seria nenhuma surpresa! – retrucou ela, cruzando os braços logo abaixo do peito – Até por que bondade não é o seu forte.
- O que você está querendo dizer?
- Eu estou querendo dizer. – ela parou bem a minha frente, seus lábios estavam tão próximos que eu me sentia perdendo o controle – Que você só defendeu a Julie por que estava louco pra dar um socos no Trevor, você só aproveitou a oportunidade.
Minha boca estava aberta, mas eu não conseguia dizer nada.
- Aprenda a lidar com isso Bieber! – ela riu e deu uma piscadela.
Um sorriso triste me cruzou a face.
Os olhos dela estavam fixos nos meus quando eu finalmente disse as palavras que foram capazes de entorpecer toda a minha alma.
- Ah é? E que tal você começar a lidar com o fato de que eu to pouco me fodendo pra você? Que tal isso Baker?
- Eu não preciso que você se importe comigo, essa é a questão.
- Cala a boca vadia, você é uma puta de merda e eu acho melhor você não fazer mais nada contra mim caso contrário as coisas vão ficar muito feias pro teu lado.
- Eu te tiro da cadeia e é assim que você me agradece?
- Você não fez mais que a sua obrigação vagabunda, agora fica na sua por que eu tô cansado de ouvir a sua voz. Pra mim já deu.
- Você...
- Eu mandei você calar a boca e dar o fora.
♀
Não tinha ninguém naquela casa.
Até a Leticia resolveu ir embora.
Nem o Lil precisa mais bater punheta por que ele tem a Duda.
O viado do Ryan tá amarrado na Victoria.
Chaz só quer saber de boate com o filho da puta do Chace.
Que ótimo, eu sou o único idiota que fica em casa se odiando por não conseguir parar de pensar em uma garota estúpida que não dá a mínima pra nada.
Até que a porra da campainha tocou.
Uma.
Duas.
Três vezes.
- JÁ VAI CARALHO! – ao finalmente abrir já estava puto da vida – QUE É QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?
          - Eu vim te ver.
Esfreguei os olhos para me certificar que estava mesmo vendo aquilo.
- Desculpa ai Bob, eu sei que você me acha gostoso, sei que eu sou a pessoa mais irresistível do mundo mas você tem que aprender a lidar com o fato de que eu não estou disponível, sabe – dei dois tapinhas no suéter dele e dei um sorrisinho – Eu não jogo no seu time porcelana.
Ele não demonstrou qualquer reação.
Cocei a cabeça.
- Bob, deixa eu te falar uma coisa, vou te falar de um jeito que você possa me entender – me aproximei do ouvido dele e sussurrei baixinho – Eu gosto é de pepeca.
- Justin...
           - Que é isso cara! – me afastei meio grogue – Não precisa tremer!
           - JUSTIN ME OUVE PORRA, A JESSICA FOI ATRÁS DO TREVOR!
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Gatinhas se vocês forem gentis e comentarem quando eu voltar da acadêmia eu posto mais <33 Bjbj amo vocês. ♥ http://ask.fm/JBieberHorny