sexta-feira, 3 de maio de 2013

Gangster Love - Capítulo 10 - You're Welcome

"Talvez tivesse sido diferente, mas também podia ter sido tudo como foi."


Trailer da fanfic (aqui)
Leia no anime (aqui) + favoritem ;)
Jessica P.O.V
- Justin! – repeti com a voz oscilante.
Ele estava parado nos encarando feio. Eu estava começando a ficar com medo do seu olhar fulminante sobre mim. Eu só estava querendo ajudar, não tenho culpa se nós dois fizemos merda. Se ele não queria consertar as coisas alguém devia pelo menos tentar, e olha que eu não tinha obrigação de ajudar porra nenhuma.
- Meu filho! – indagou Jeremy se levantando e caminhando até o garoto que permanecia parado a me fuzilar – Jessie me contou sobre o seu projeto.
- Meu projeto? – Justin gaguejou confuso.
- Sim, sobre a gravadora, a empresa de equipamentos músicais, eu achei fantástico! – disse animado passando o braço pelos ombros de Justin que tinha ficado surpreso.
- Ah, claro, o projeto! – ele forçou um sorriso para o pai.
- Senta ai! – ele apontou para a cadeira ao meu lado.
- Tudo bem! – Justin se sentou e então me enviou um sorriso torto como se estivesse pedindo desculpas, eu revirei os olhos e cruzei os braços.
- Você trouxe ele? – Jer perguntou – Eu queria dar uma olhada.
- Eu trouxe sim, claro que trouxe! – o idiota disse nervoso.
- Amor como você é esquecido! – dei um tapinha no ombro dele com a voz sínica – Você deixou com o papai, ele disse que ia mostrar para os outros investidores, lembra?
- Nossa, que cabeça a minha! – ele passou a mão na testa – Como eu pude me esquecer disso?
- Mas quando voltarmos pra Nova Iorque ele pode te mandar tudo por e-mail Jeremy! – disse sorrindo para o homem importante a minha frente.
- Certo! – ele concordou – E quanto aos um milhão de dólares, vou depositar no fim de semana, pode ser? Minha conta está bloqueada por três dias por que peguei uma quantia muito alta para financiar a nova loja.
O queijo de Justin caiu.
- O senhor vai me emprestar o dinheiro? – gaguejou perplexo.
- Eu vou te dar o dinheiro filho. – ele encostou o cotovelo na mesa segurando uma caneta na mão – Sabe, eu fiquei muito feliz de saber que você está tomando jeito, e como a Jessie me contou você precisa de um milhão para investir não é? Eu quero te dar esse dinheiro, é o mínimo que posso fazer já que você parou a faculdade, quero me redimir pelo tempo que não pude ficar do seu lado, sei que precisou de mim por muitas vezes e eu simplesmente não estava lá. – ele suspirou – Eu não me orgulho do meu passado Justin, e é por isso que vou fazer de tudo para que o seu futuro seja brilhante.
Ouch.
Se eu fosse o Justin me sentiria a pessoa mais culpada do mundo. Bem feito pra esse idiota.
- Tenho certeza que ele vai fazer bom uso do dinheiro! – disse sarcástica sem deixar transparecer o duplo sentido das minhas palavras.
Justin me olhou incrédulo.
- Eu vou multiplicar essa grana, e vou ser muito reconhecido em tudo que eu fizer.
- Ah, claro! – indaguei irônica – Dizem que esse ramo da muito dinheiro não é.
Ele olhou pra mim com uma franca aversão.
- Obrigada por confiar em mim pai.
Será que isso poderia ser mais falso?
- É o mínimo que posso fazer! – ele sorriu – Até queria me desculpar por hoje mais cedo, é que aquilo me incomodou muito, acabei me esquecendo que vocês são jovens e com hormônios a flor da pele.
- Exatamente! – disse Justin franzindo a testa.
- Jessica é uma boa garota Bieber!
- Ótima! – ele concordou irônico.
- O jantar está pronto pessoal! – uma mulher baixinha com o cabelo curto apareceu na porta – Oi Justin, oi garota!
- Oi! – disse baixo.
- Ela é a namorada do Justin! – jeremy disse orgulhoso se levantando da mesa – Jessica essa é a Erin, minha esposa.
- É um prazer conhecê-la! – virei meu rosto na direção dela.
Ela sorriu.
- Vamos jantar? Sem querer me gabar mas aquela macarronada parece estar uma delicia.
- Eu tenho que voltar pra casa. Peguei o carro da Pattie, ela deve estar preocupada.
- Não precisa amorzinho! – Justin disse sínico alisando minha mão – Eu ligo pra ela e digo que vamos jantar aqui.
- Tudo bem então querido! – retribui o sorriso no mesmo tom.
- Vocês são estranhos! – Jeremy disse franzindo a testa e saindo do escritório logo atrás da Erin – Se demorarem muito vou achar que estão transando! – ele gritou do corredor me fazendo soltar uma risada alta.
- Por que você fez isso? – Justin perguntou fitando os olhos em mim.
- Acho que vou querer a macarronada! – disse me levantando e saindo do escritório sem responder a sua pergunta.
Erin e Jeremy conversavam animadamente enquanto ela tirava as panelas do fogão e colocava em cima da enorme mesa de jantar. Eu me sentei em uma das doze cadeiras e alguns minutos depois vi de relance a sombra de Justin que ocupou a cadeira ao meu lado. Eu estava com muita raiva dele. Eu vim aqui para ajudar e ele fica me olhando com aquela cara de babaca como se eu tivesse feito algo errado, sem contar no jogo de palavras cruzadas, eu odeio pessoas que conversam na base da ironia, apesar de tudo quando eu entro no jogo, eu entro pra valer.
- Cadê as crianças? – perguntou Justin.
- Acabaram de dormir.
- As oito da noite Erin?
- É que eles passaram a tarde inteira brincando no parquinho, estão cansados.
- Nossa! – ele suspirou – Eles sempre dormem tarde.
- Jazzy pergunta de você o tempo inteiro! – Erin disse após colocar a última panela na mesa – Ela sente a sua falta.
- Eu também sinto falta dela. – Justin disse rápido – Só não tenho tempo como antes.
Ela riu com amargura e se sentou. Jeremy abriu a geladeira e pegou uma coca-cola de dois litros que colocou no centro da mesa.
- Eu estou muito ansioso para ver o seu projeto, fico até imaginando todos falando de você na América.
- É só um projeto pai! – Justin disse colocando macarronada em seu prato – Nem sei se vai dar mesmo certo.
- Meu filho essas pessoas gostaram do que você fez, elas confiaram em você, se elas disseram que vão investir é por que é algo bem feito que vai fluir.
- O senhor tem razão! – ele sorriu fraco.
Jeremy elogiou Justin durante todo o jantar, ele simplesmente não conseguia parar de demonstrar o quanto estava orgulhoso e feliz pelo “projeto” e por meus pais quererem investir nele. Eu apenas sorria e concordava com tudo que ele dizia, eles são simpáticos e apesar de Jeremy ser bem sério ele chegou até a ser brincalhão durante a conversa. Erin é um amor de pessoa assim como Pattie. Justin ficava sem graça em alguns momentos e eu ria disso. Quando eu exagerava contando sobre quando Justin supostamente foi conhecer os meus pais ele pisava no meu pé por de baixo da mesa me fazendo gemer baixo.
Gemer para não rir.
Depois de ficarmos um bom tempo conversando na sala de estar, finalmente conseguimos convencer Jeremy e Erin a nos deixar ir pra casa, isso depois de prometer que voltaríamos mais vezes. Justin parecia estar angustiado para ficar a sós comigo, podia até imaginar o interrogatório que viria a seguir. Entrei no carro e me joguei no banco de passageiros, coloquei o sinto de segurança afinal Justin deu de querer me matar agora. Mas para a minha surpresa ele saiu com todo cuidado da garagem, provavelmente por que Jeremy estava observando tudo de longe ou então por que ele queria ganhar tempo perguntando tudo que tinha para perguntar antes de chegarmos em casa.
- Eles gostaram de você! – disse com um sorriso torto.
- É impossível alguém não gostar de mim Biebs! – ele riu.
- Humilde você hein!
- Aprendi com você baby!
- Desembucha vai! – ele me olhou por um breve segundo – Por que você fez aquilo?
- Salvar a sua vida? – disse sarcástica – Boa pergunta, eu não sei por que diabos fiz aquilo.
- Hey, hey, calma gatinha! – ele riu da minha indignação.
- Será que dá pra ligar pra graça? Por que eu não estou vendo ela em lugar nenhum.
- Para de ser chata! – reclamou – Eu só fiz uma pergunta.
- Eu fui até a casa do seu pai para te ajudar e você agiu como um idiota, você é um ingrato!
- Você quer o que, que eu me ajoelhe e beije seus pés?
- Não Justin, eu só queria que você tivesse sido menos babaca!
- Quando eu cheguei lá eu achei que você tinha estragado tudo, quando eu vi o carro da minha mãe, quando a Leticia me contou que você tinha saído, sei lá, eu fiquei puto da vida, reconheço que interpretei mal, qual é, você queria que eu pensasse o que?
- Nada Justin! – suspirei fraca.
- Você quer que eu te agradeça? – perguntou olhando diretamente nos meus olhos sem tirar as mãos do volante – Foi mal, eu não sou do tipo que agradece.
- Idiota! – bufei franzindo a testa.
- Mas como você foi bem legal comigo – ele brincava com um sorriso safado nos lábios – Valeu gatinha! – alisou minha coxa.
- Não toca em mim! – gritei tirando a mão dele.
- Tem certeza? Você adorou quando eu rasguei a sua calcinha.
- Dá pra calar a boca? Eu juro que estou tentando esquecer aquele erro terrível.
- O que? – ele me olhou incrédulo – Você se arrependeu?
Fiquei em silêncio olhando pro nada.
- Você não queria? – ele insistiu.
- No momento tudo que eu quero é que você cale a boca.
- Tudo bem. – disse um pouco irritado – Vou calar a boca.
~*~
Justin parou o carro na garagem. Não trocamos uma palavra durante todo o caminho. Assim que eu desci ele ligou o alarme e caminhou para dentro de casa. Pattie estava sentada na sala com o Dan, eu estava começando a achar isso muito estranho, já estava bem tarde para o cara estar ali, mas é claro que eu não ia me meter nisso, Justin já ficava bolado o suficiente só de ver as pessoas comentando.
- Boa noite! – disse forçando um sorriso depois que o mal educado subiu as escadas sem ao menos falar com os dois.
- Olá Jessie! – Dan falou simpático.
- As chaves do seu carro estão aqui! – coloquei em cima da mesa no centro da sala – Justin disse que vai buscar amanhã, é que ele não quis me deixar dirigir quando voltamos.
- Ele está bem? – perguntou preocupada.
- Vai ficar! – sorri fraco.
- Quer assistir TV com a gente? – sugeriu sorridente tentando animar o clima.
- Não, obrigada. Eu vou dormir.
- Mas ainda são dez e meia! – disse Dan sem perceber que na verdade eu queria sair dali e deixar os dois a sós.
- É que hoje foi um dia cheio! – coloquei uma mecha do cabelo atrás da orelha – Eu vou indo, bom filme pra vocês.
Ao chegar no quarto Justin estava sentado na cama fumando um cigarro e jogando vídeo-game, me perguntei como ele conseguia fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Eu não gostava do cheiro daquela coisa, sentia vontade de tossir só de estar no mesmo ambiente.
Ele não me olhou nem por um segundo, era como se eu nem estivesse ali. Revirei os olhos achando que ele estava agindo como uma uma criancinha e fui pro banheiro. Abri a torneira e deixei com que a água levasse todos os vestígios do dia. Voltei para o quarto e peguei uma blusa de moletom que batia nas minhas coxas, depois peguei minha toalha e fui tomar banho. A água quente me deixava confortável, dava vontade de ficar ali pra sempre, é que o Canadá é realmente frio.
Sai do banheiro e penteei o meu cabelo olhando no espelho, aquela blusa era realmente curta, talvez eu não devesse tê-la colocado. Percebi Justin olhar para mim algumas vezes, ele não sabia que eu estava vendo pelo espelho, aquilo era engraçado mas eu me controlei para não rir. Me sentei ao lado dele na cama, no pequeno espaço que tinha restado pra mim.  Ele estava jogando Counter Strike, meu irmão adora jogar essa coisa, mas eu não vejo graça em ficar atirando. Eu queria o meu celular, queria ficar conversando com a Duda e com a Victoria por SMS, queria rir com o Bob. Eu queria qualquer coisa menos aquele silêncio torturante. Só que o celular estava na mesinha ao lado do Justin, a preguiça de me levantar era maior que tudo.
E num ato impensado eu me prostrei em cima dele para alcançar o celular que estava na ponta da pequena mesa. O que naturalmente deixava a minha bunda na cara dele. Não foi de propósito, eu juro que não. Finalmente consegui alcançar o celular e voltei ao meu lugar de antes.
Justin estava branco de tão pálido.
- Tudo bem Justin? – perguntei maliciosa.
Ele continou a jogar vídeo-game balançando a cabeça algumas vezes, estava claro que ele tentava afastar os pensamentos eróticos que tinha em mente. Quando fui colocar as meias que estavam na minha mão, sem querer deixei com que algumas gotas do meu cabelo molhado caíssem no braço dele, acho que também molhou o controle que estava em suas mãos.
- Que saco! – resmungou irritado.
- Foi mal! -  levantei as mãos em sinal de paz.
- Por que você é tão chata? – questionou olhando pra mim.
- Pelo mesmo motivo de você ser tão infantil!
- Infantil? – ele riu debochado – Você deveria ser comediante!
- Você leva mais jeito pra coisa! - disse com uma voz nasalada.
- O que eu fiz pra você? – perguntou indiferente – Puxa vida!
- Não foi eu que fiquei emburrada do nada!
- VOCÊ DISSE QUE SE ARREPENDEU! – suas palavras me fizeram calar a boca no mesmo instante.
Um silêncio preencheu o ambiente.
- Eu só queria entender o que eu fiz de errado! – murmurou com a voz fraca.
- Justin eu errei quando transei com você no escritório do seu pai, aquele não era o lugar certo para fazermos aquilo, e foi exatamente por isso que eu fui falar com ele, para consertar as coisas, eu sei que é importante pra você conseguir essa grana, sei que você quer se tornar um Gangster como o Trevor, que quer tomar o lugar dele a todo custo, então mesmo não concordando eu fui até lá e convenci o seu pai a te dar o dinheiro. Não haja como se isso fosse certo por que você sabe que não é, e nunca vai ser! – ele encarou o nada de forma triste – Eu tenho certeza que você sabe que está brincando com as pessoas mais importantes da sua vida, se você tem um coração você deve ter se sentido culpado quando seu pai ficou todo feliz por que você mudou, por que você está seguindo em frente, mas na verdade você está pior e está querendo ir mais longe.
- Você não entende! – disse com dificuldade.
- Eu entendo, se eu não entendesse eu não teria ido atrás dele. Eu não me importo com o que você faz da sua vida, eu mal te conheço, eu só estou aqui por que a minha vida estava um saco, eu estava cansada daquelas pessoas fúteis, daquela rotina sem graça, eu só queria diversão, queria coisas novas, experimentar um mundo diferente, é só por isso.
- É claro! – ele riu fraco – Tem uma festa na casa do Drake hoje, vai ser legal, as festas lá são sempre loucas, você vai gostar. Eu te deixo lá, te apresento pra galera.
- Eu não quero sair mais hoje! – disse suspirando – Foi um dia muito confuso, eu preciso pensar um pouco, preciso apenas ficar aqui de boa entende? Preciso de paz.
- Eu vou ficar aqui com você! – disse sério.
- Olha Justin, não precisa, de verdade.
- Eu quero ficar. – ele sorriu pra mim.
Engoli o nó em minha garganta.
- Tudo bem.
- Quer jogar? – ele colocou o controle no meu colo – Eu só vou tomar um banho e podemos conversar.
Assenti sorrindo sem graça e ele pegou seu celular e digitou alguma coisa, depois o colocou em cima da mesinha e entrou no banheiro. Assim que ouvi o barulho da ducha coloquei pause no vídeo-game e peguei o celular para ver para quem ele tinha mandado mensagem.
“Para Ryan: Ei bro, cancela o racha. Vou ficar em casa hoje”
Travei a tela e coloquei o celular de volta. Balancei a cabeça algumas vezes tentando assimilar aquilo, e eu juro que tentei conter o sorriso que brincava nos meus lábios involuntariamente.

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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Gangster Love - Capítulo 9 - Fixing The Mistake

"Hoje eu só quero que o dia termine bem."

Trailer da fanfic (aqui)
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Jessica P.O.V
A Victoria realmente conseguia me convencer de tudo. Eu não tinha contado a história de verdade pois se fizesse isso ela não pensaria duas vezes antes de pegar um avião e vir me buscar. A Victoria tem repulsão pelo nome Trevor Maddox. Eu nunca entendi por que, quer dizer, todo mundo odeia ele mas ela é diferente, ela tem uma espécie “abominação”.  Bom, levando em consideração tudo o que aconteceu hoje, ir atrás do Jeremy era suicídio. Mas a culpa era minha. Tudo bem que duas pessoas não transam sozinhas, mas como o Justin é orgulho demais, ele não vai falar com o pai tão cedo.
Troquei de roupa colocando uma calça e uma camiseta de manga e fui para a sala onde Pattie se encontrava agora sozinha assistindo outro programa. Ela parecia concentrada na tela.
- Gossip Girl Pattie? – falei surpresa chamando sua atenção.
Ela riu.
- Chuck e Blair são os amores da minha vida.
- Uau, você me surpreende cada vez mais.
- Só assisto por causa da Leleca, ela vinha assistir aqui quase todos os dias quando estava de castigo e sem TV acabo.
- Pelo menos ela tem bom gosto para seriados! – me sentei ao seu lado – Vocês estavam assistindo aquele programa de comida chinesa não é? – fiz uma careta.
- Sim. Mas não pense que eu gosto. Só estava assistindo por causa do Dan, ele disse que quer aprender uma culinária diferente. A verdade é que quando eles cozinham baratas e gafanhotos eu tenho vontade de vomitar, especialmente as rãs! – ela fez cara de nojo – Ah, as rãs são as piores.
- Eca! – esbravejei – Você deveria apresentar Gossip Girl pra ele, sabe, eu acho que vocês fariam perfeitamente um casal estilo “Serena Van Der Woodsen e Dan Humphrey” ! – ela gargalhou.
- Eles não estão mais juntos.
- Mas eles terminam e voltam o tempo inteiro, isso é épico!
- Só você mesmo! – ela riu e voltou os olhos para a TV – O que foi com o Justin? Ele saiu daqui furioso.
- Sobre isso... Poderia me passar o número do escritório do Jeremy?
- Sim, claro! – ela pegou o celular na minha mão e discou o número que ela sabia de cor – Aconteceu alguma coisa?
- Nada, ele só teve um desentendimento com o pai, mas está tudo bem.
- Esses dois vivem brigando! – lamentou.
A campainha tocou no exato momento em que eu coloquei pra chamar. Pattie fez um sinal com a mão indicando que ia ver quem era. Lancei um sorriso pra ela e aguardei alguém atender.
- Bieber’s Buziness UFC, Hailey Waldorf, boa tarde! – sua voz soou tão séria que eu tive vontade de rir.
- Oi, aqui é a Jessie, a namorada do Justin!
- Ah, olá Srta. Jessica!
- Eu queria marcar um horário com o Jeremy! Sem que ele saiba que sou eu, claro. Se não ele não vai querer falar comigo.
- Sinto muito Srta. Jessica, mas ele foi para casa logo depois que você e o Sr. Justin saíram daqui. Ele cancelou todas as reuniões, estava muito chateado e sem clima para negócios.
Uma ponta de culpa tomou conta do meu ser.
- É-é... Então... bem... Tem como me passar o endereço da casa dele?
- Sem problemas! – ela sorriu – Vou te mandar mensagem para esse número que está me ligando, tudo bem?
- OK, ótimo. Obrigada.
- Espero que fique tudo bem!
- Eu também! – disse e desliguei o celular.
Eu ia precisar de muita paciência para tolerar o ser que estava na minha frente naquele exato momento.
- Jessica! – ela sorriu sínica e me abraçou dando dois beijinhos na minha bochecha sem realmente encostar seus lábios.
- Leticia! – disse com cara de nojo.
- Ela veio te visitar Jessie! – Pattie disse tão surpresa quanto eu – Saber se você está gostando de Toronto!
- Amando! – falei sarcástica – Mas eu estou de saída.
- Onde você vai? – ela quis saber.
- Pattie me empresta seu carro? – pedi ignorando a intrometida – É muito importante, eu prometo que não vou bater ele em nenhum poste.
- Claro honey! – ela tirou as chaves de seu bolso e colocou nas minhas mãos.
- Obrigada Pattie! – beijei a testa dela e sai correndo para a garagem deixando Leticia murmurando alguma coisa insignificante.
Logo recebi a mensagem com o endereço do Jeremy. Era bem longe dali mas graças a Deus o carro tinha GPS. E que carro! Essa família tem um bom gosto inexplicável. Demorei mais de uma hora para atravessar a cidade, isso por que eu parava a cada meio metro com medo de bater em alguém. Sou uma péssima motorista, sempre fui.
Se eu achei a casa do Justin bonita, aquela ali era indescritível. A mansão mais perfeita que eu já tinha visto na minha vida. Aliás, todas as mansões daquele condomínio eram exageradamente deslumbrantes. Parei o carro na entrada e me direcionei aos seguranças que abriram o portão assim que eu disse que era namorada do Justin. Meus passos para a porta de entrada foram rápidos, logo eu estava parada criando coragem para girar a maçaneta. Tão nervosa que minhas mãos chegavam a tremer. Quando foi que ficou tudo tão difícil? Se nem o Justin tinha coragem de falar com o pai dele por que é que eu estava me metendo nisso? Mas eu já estava ali e não ia recuar.
Ao abrir a porta fui recebida por duas criancinhas adoráveis. Pareciam dois anjinhos de tão lindos. Uma menininha dos cabelos castanhos, pelo de porcelana, sorriso encantador, tinha nas mãos uma boneca. Ela estava sentada no chão junto a um garotinho branco como as nuvens do céu, de olhos azuis e cabelos loiros. Eu quis me congelar no tempo e esperar ele fazer 18 anos naquele exato momento. Ele não podia ser tão lindo assim. Os dois arregalaram os olhos e se entreolharam ao notar a minha presença. A garotinha era sem dúvidas mais velha que o menino.
- Oi crianças! – disse sorrindo largamente.
- Oi! – o menino se levantou vindo na minha direção – Pega eu colo?
- Claro bebê, vem aqui! – peguei ele no colo encantada – Qual o seu nome?
- O nome dele é Jaxon! – respondeu a menininha se levantando do chão – E eu sou a Jazmyn!
- Que nome lindo! – eu disse beijando a bochecha de Jaxon.
- E o seu? – ela perguntou.
- O meu é Jessica, mas pode me chamar de Jessie!
- Seu nome também é lindo! – Jaxon disse fazendo uma caretinha fofa.
- Obrigada coisinha linda! Posso chamar vocês de Jazzy e Xon?
- É assim que todo mundo chama a gente! – Jazzy disse largando a boneca.
 - Até o Justin? – perguntei.
- Sim, o booboo! – respondeu alegre.
- Ele é o seu irmão?
- Sim! – Jaxon confirmou.
- O que você está fazendo aqui? – a voz grossa de Jeremy me surpreendeu.
Fiquei em silêncio por alguns segundos e engoli em seco até ter coragem de me virar e encarar aquela brutamontes a minha frente.
- Jeremy! – exclamei sem graça colocando Jaxon no chão.
- Vamos, responda! – ele cruzou os braços e apoiou a lateral de seu corpo na parede aguardando por uma resposta.
- Eu queria conversar com você! – tremi – Quer dizer, com o senhor.
- Acho que não temos nada que conversar! – disse seco.
- Por favor! Só me dê cinco minutos.
- Você não vai sair daqui enquanto eu não falar com você não é?
Balancei a cabeça.
Ele suspirou.
- Tudo bem, vamos até o meu escritório! – ele se virou caminhando até a porta por onde ele tinha saído alguns minutos atrás – Aquele que vocês ainda não destruíram.
Ele abriu a porta e me deu passagem. Lançou um sorriso para as crianças na sala e em seguida fechou a porta. Ele apontou para a cadeira em frente a sua mesa e eu me sentei lá. Depois ele se sentou na outra cadeira e aguardou as minhas palavras. Eu precisava pensar bem no que ia dizer. Eu estava muito nervosa, pensando nas consequências das escolhas que tenho feito esses dias. Os pais do Justin não merecem o que ele está fazendo, mas ainda assim há algo dentro de mim que insiste em querer ajuda-lo, em quer ver ele feliz por algo. Jeremy suspirou mostrando impaciência.
- Eu sinto muito pelo que aconteceu hoje a tarde! – disse com as mãos no meu colo – Eu juro que foi um terrível engano!
- Corta essa! – ele riu – Vocês estavam fazendo sexo no meu escritório. Não há engano nenhum. Olha, eu sei que vocês são jovens e tudo o mais, só que no meu escritório? Controlem esses hormônios por favor!
Respirei fundo. Eu estava passando a maior vergonha de toda a minha vida.
- Tá legal, digamos que isso aconteceu!
- Aconteceu Jessica! – disse ríspido.
- OK! – quase gritei – Mas agora pode me ouvir?
- Estou ouvindo a muito tempo.
Por que esse cara é tão babaca?
- Sabe por que o Justin foi até o seu escritório? – questionei iniciando o assunto.
- Pelo que vejo ele queria algo sobrenatural e diferente, arriscado, um pouco de adrenalina talvez, transar com a namorada no escritório do próprio...
- HEY! – protestei – Me dá uma chance pelo menos!
- Garota diz logo o que você quer!
- O meu nome é Jessica Baker Jobs! – eu não encontrei outra maneira de dizer o que eu queria dizer, ele é muito cabeça dura – E sim, eu sou filha do meu pai. Quer dizer, meu pai é quem você está pensando que é.
- Richard Baker Jobs? – ele passou de irritado para extremamente interessado no assunto. O mundo é movido pelo interesse humano mesmo – Richard Baker é o seu pai?
- Sim! – confirmei – Ele é o meu pai. E a minha é Lily Baker, aquela estilista famosa que criou a grife da roupa que o senhor está usando agora!
- Uau! – ele disse desacreditado.
- Quando eu comecei a namorar com o Justin há alguns meses, ele foi até a minha casa, os meus pais gostaram muito dele, até demais pro meu gosto! – menti, aliás se tudo der errado eu vou virar atriz por que olha – Na época ele estava começando a criar um projeto. Eu sei, parece louco que o Justin seja capaz de criar alguma coisa! – dei risada – Sem ofensas! Mas em fim, ele trabalhou duro por dois meses, eu juro, ele até deixou de sair para ficar montando esse projeto.
- Que tipo de projeto? – Jeremy estava chocado.
- Bom, tem algo haver com música sabe, isso, com música, é uma empresa de equipamentos músicais e também uma gravadora que vai investir em artistas, algo extremamente bem elaborado, seu filho é genial.
Eu estava chocada com a minha habilidade em mentir.
- Sério isso? – ele mostrava-se cada vez mais interessado.
- Sim. Ele terminou o projeto semana passada, enviou para os meus pais e eles vão investir nele.
- Oh my god!
- Pois é! Eles estão encantados com o Justin, até me deixaram vir para o Canadá, meu pai jamais permitiria isso, vai por mim. E eu sei que foi errado o que fizemos hoje a tarde mas eu peço desculpas, Justin ficou abalado com o que aconteceu,  é que estamos tão apaixonados que perdemos o controle da situação.
- Eu entendo perfeitamente, vocês são jovens, é claro que é normal! – ele parecia simplesmente outra pessoa. Como se o orgulho do Justin tomasse conta de todo o seu ser.
- Que ótimo! – forcei um sorriso – Só que ele precisa de um milhão de dólares para iniciar o negócio. Meus pais vão investir o resto por que eles simplesmente amaram o projeto. E era isso que o Justin veio dizer, ele queria pedir a sua ajuda por que ele está muito animado, falando o tempo inteiro em como você ficaria orgulho e tudo o mais.
- Meu filho é incrível! – disse deslumbrado – Onde ele está?
- Ham, ele saiu pra esfriar a cabeça, deve estar em uma praça por ai!
- Eu vou ligar pra ele! – disse sorridente tirando o celular do bolso – Já está de noite, será que ele voltou pra casa?
- Eu não sei! – disse com sinceridade pela primeira vez naquela conversa.
Justin P.O.V
- Ae Bieber, a loira chegou! – Chaz riu assim que as três melhores prostitutas da boate entraram na sala de estar da casa dele.
- Ultimamente as morenas tem chamado mais atenção! – disse desanimado dando mais uma traga no cigarro que se encontrava entre meus dois dedos.
- Uma morena específica você quer dizer né! – Ryan falou malicioso e em seguida virou o resto do líquido da garrava de vodca.
- Não viaja brother! – fiz cara feia e toquei a ponta do cigarro fazendo com que algumas cinzas caíssem no chão.
- Você tá caídinho pela Jessica e ainda não nos contou por que chegou aqui tão estressado. Ele te deu um fora, foi? – Chaz passou as mãos nos seios de uma das garotas.
- Ninguém da uma fora em Justin Bieber Chaz, essa é a minha primeira coisa que você têm que aprender sobre mim!
- Eu te conheço há 19 anos, acho que já sei o suficiente bro!
- Então por que continua falando merda?
- Aumenta o som ai delicinha! – Ryan pediu para a loira que tinha vindo pro meu lado.
Estava tocando “Girl On Fire”. Parece que toda vez que eu venho nessa casa esses caras colocam essa música pra tocar, já enjoei dela. Mas acredito que combine com uma certa pessoa que eu conheço. Depois de discutir com a Jessie eu sai descontrolado e vim para a casa do Chaz. Esses dois sempre conseguem me colocar pra cima quando as coisas estão dando errado. E mesmo sabendo que o meu pai nunca mais vai confiar em mim tudo que eu conseguia pensar era em como a Jessie era gostosa. Aquela rapidinha no escritório foi a melhor de toda a minha vida e eu não consigo me arrepender nem por um segundo. Só que as coisas estão confusas, minha cabeça está voando longe, só sei que estou em um beco sem saída e os meus planos foram por água a baixo.
- Ok, você definitivamente está mal! – Chaz disse me despertando de meus devaneios.
- O que? – olhei pra ele – O que você disse?
Ele e Ryan riram.
- Você tem certeza que não foi falar com o seu pai? – Ryan perguntou bebericando um gole de vodca.
- Bom... – enchi minhas bochechas com ar e soltei em seguida – Talvez não tenha sido exatamente como eu pensei que seria.
- Eu sabia! – Chaz fechou o punho e jogou o cotovelo para trás.
- Não quero falar sobre isso tá legal! – bufei.
- Quer saber? – Ryan deu um tapa na bunda de uma das garotas e deu uma risada altíssima, bem assustadora por sinal – Eu não quero que você nos conte o que aconteceu. É, não precisa contar, pelo menos não agora.
- E o que você tem em mente? – questionei.
- Você ficou dois meses fora, isso é muito tempo. Vamos apostar uma racha hoje, eu acho que já tem meses que não ganhamos de lavada daquelas babacas da Wing Naples.
- Eu acho uma boa! – Chaz disse animado.
- Não sei não! – murmurei me lembrando novamente do olhar de decepção do meu pai hoje mais cedo. Eu não costumo ser um cara com sentimentos, mas quando se trata do meu pai eu me sinto o cara mais vunerável do mundo.
- Qual é! – Ryan insistiu – Seja lá o que for que tenha acontecido com você, isso vai te ajudar a esquecer!
Respirei fundo enquanto eles me olhavam ansiosos.
- Tudo bem.
- Esse é o nosso Bieber rapaz! – Chaz jogou uma almofada na minha cara.
Idiotas.
- Já fazem meses hein Justin! – a loira disse vindo se sentar no meu colo – Senti saudades.
- Com licença! – ergui a sobrancelha confuso – Eu já te comi?
Ela me encarou intesamente com um olhar indescritível.
- Como se você fosse lembrar não é!
Ryan e Chaz observavam a cena tão perplexos quanto eu.
- Desculpe, não sei do que você está falando.
A campainha tocou.
Ryan foi atender e eu aproveitei para desviar minhas mãos até a coxa torneada e branca da mulher que estava no meu colo. Observei atentamente ao seu rosto tentando me lembrar de algum vestígio da sua personalidade mas não conseguia nada. Nenhum tipo de recordação.
Mas quem se importa se eu conheço essa vadia ou não?
- Iae priminha! – Ryan riu animado quando Leticia esbarrou nele depois de entrar no apartamento – Que isso novinha!
- Leticia! – Chaz a puxou contra seu corpo em busca de um beijo mas ela empurrou ele que caiu sentado no sofá.
Eu ri baixo.
- Vaza daí vadia! – ordenou para a garota no meu colo. Normalmente eu mandaria ela cascar fora e comeria a vadia. Mas hoje eu não estava com clima para nada. Meus negócios tinham saído do meu controle, tudo tinha ido por água abaixo.
- Tchau Justin! – a loira bufou e saiu do meu colo.
Leticia sorriu vitoriosa e colocou uma perna em cada lado do meu corpo se encaixando perfeitamente no meu colo.
- Sabia que ia te encontrar aqui! – disse passando as duas mãos ao redor do meu ombro.
- É mesmo? – perguntei desanimado.
- Pattie me disse.
- Ela não sabia que eu estava aqui.
- Eu sei – ela se aproximou mais afundando meu rosto em seu decote – mas quando ela disse que você tinha saído exaltado deduzi que viria pra cá. – fiquei em silêncio – Além do mais a sua “namorada” saiu com o carro dela.
- O que você disse? – perguntei exaltado.
- A Jessica, ela pegou o carro da sua mãe e saiu.
- Filha da puta! – resmunguei fazendo menção de me levantar.
- Hey hey hey! – Leticia apertou sua bunda contra meu pau rebolando levemente naquela região – Você não vai encontrar ela, olha o tamanho dessa cidade.
- Ela não conhece nada aqui Leticia! – disse irritado – Vou achar aquela maluca e vou matar ela!
- Relaxa cara! – Ryan jogou algumas balas pra cima e agarrou todas com a boca.
De repente meu celular começou a tocar. Com dificuldade consegui tira-lo do bolso.
Estremeci todas as minhas estruturas ao ver que era o meu pai.
- Não vai atender? – ela mordeu os lábios e me olhou divertida.
- Hum – parecia pensar em alguma coisa – Eu acho que sim!
- Então tá! – ela me olhou confusa e saiu do meu colo.
Me levantei do sofá e fui até o pequeno corredor para que o barulho do som não me atrapalhasse de escutar o provável sermão que estaria por vir. O fato de o meu pai me ligar era bem estranho, ele nunca liga depois que fica chateado comigo. Na verdade todas as vezes só voltamos a conversar por que minha mãe me convence a pedir desculpas.
Tentei ignorar que aquilo era extremamente esquisito e atendi no sexto toque.
- Justin! – ele exclamou animado.
Essa empolgação toda é pra me dar bronca?
Inacreditável.
- Oi pai! – disse baixo.
- Onde você está? – perguntou ainda com o mesmo tom de voz.
- Na casa do Chaz.
- Pode vir para a minha casa agora?
- Eu?
- Sim, você. Estou esperando.
- M-mas... – ele desligou.
Fiquei um tempo encarando a tela do celular sem acreditar na conversa que tinha acabado de acontecer. Aquilo não era o Jeremy furioso de hoje a tarde. Por que ele não brigou comigo? Nem uma advertência? Nem uma voz de indignação? Aquilo estava ficando esquisito demais.
Voltei para a sala após guardar o celular no bolso.
- O que ele queria? – Chaz perguntou parando de rir.
- Eu vou até a casa dele! – disse pegando as chaves da Ferrari em cima da mesa.
- Mas e a racha?
- Eu te ligo quando sair de lá Butsy! – lancei um pequeno sorriso para Ryan.
- Hum, racha é? – Leticia disse animada – Agora sim!
- Eu vou indo, até mais tarde! – me direcionei até a porta e deixei os três idiotas rindo e bebendo após a Leticia expulsar todas as garotas que eles tinham convidado.
~*~
Eu não conseguia acreditar.
O carro da minha mãe estava na garagem do meu pai.
A desgraçada da Jessica estava lá.
Puta que pariu, essa mina não sabe onde está se metendo!
Bati a porta do carro com força e corri para a sala.
Fui recebido por um abraço apertado de Jazzy que veio correndo na minha direção ao me ver entrando.
- Minha princesa! – sorri pra ela – Que saudades!
- Booboo! – ela murmurava.
- Cadê o Jaxon?
- Tá dormindo!
- Hum, e o papai?
- No escritório com a Jessie.
- Jessie? – a olhei incrédulo – Você conhece ela?
Ela balançou a cabeça dizendo que sim, ela tinha um sorriso maroto nos lábios. Apenas uma garotinha inocente. Coloquei ela no chão novamente.
- Eu vou falar com eles e depois fico com você, tudo bem?
Ela assentiu ainda sorrindo.
Fui para o escritório do meu pai ficava no final do corredor e abri a porta sem pensar duas vezes. Jessica que estava sentada na poltrona a frente do meu pai, olhou para trás no momento em que a porta foi aberta.
- Justin! – ela sorriu largamente como se nada no mundo fosse mais importante do que a minha presença.
A fuzilei com os olhos deixando claro que ela estava ferrada.
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Muito obrigada por todos os comentários, por todo o carinho, em fim. Se quiserem falar comigo, qualquer dúvida (aqui) Amo vocês >3
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