sexta-feira, 26 de abril de 2013

Gangster Love - Capítulo 5 - Hey Canada!

Quantas chances de viver loucuras memoráveis a gente desperdiça com essa mania besta de pensar?

Trailer da fanfic (aqui)
Leia o capítulo no anime (aqui)


Justin P.O.V

Eu sabia onde estava me metendo. E poderia parecer errado mas se fosse preciso enganar uma garota para conseguir a grana que eu precisava então eu estava disposto a fazer isso.  Eu queria estar no lugar do Trevor e não importa por cima de quantas pessoas eu tenho que passar. Além do mais ela vai se divertir e no fim todos vamos sair ganhando. Eu tinha o plano perfeito. O Lil agindo como um ator pornô não estava ajudando muito mas não é nada com que eu não possa lidar. Tomei uma cerveja em apenas alguns goles e então caminhei até a sala para procurar pela Jessie. O que eu encontrei lá não foi exatamente ela. Lil se masturbando assistindo filme pornô. Isso é ... nojento.

- Pelo amor de Deus! – reclamei fazendo cara feia e indo para o corredor.
- Você me fez mandar as visitas embora, preciso aliviar né bro!
- Argh! – fechei os olhos com nojo.

Abri a porta do quarto onde estavam as malas da Jessie e infelizmente ela já estava dormindo na “minha” cama de casal. Que desperdício  achei que a noite ia ser quente. Já que ela vai fingir ser minha namorada nada mais justo fazermos o que todos os namorados fazem certo? Certo. O que realmente estava me incomodando era o fato de ela estar descoberta quando estava um frio da porra, e o seu pijama, se é que eu posso chamar aquilo de pijama, era bem curto. Eu juro que podia ver a carne da bunda dela. Olhei para o relógio, eram mais de três e meia da manhã. Tirei minha roupa ficando apenas de cueca e me deitei ao lado dela no pequeno espaço que ela “gentilmente” deixou pra mim. Antes de fechar os olhos fiz algo que não queria fazer ou pelo menos não fazia o meu tipo. Aproximei meus lábios e nariz de seu pescoço para sentir seu cheiro maravilhoso. Ela sorriu sem abrir os olhos e é tudo de que eu me lembro antes de cair no sono.

~*~

- ACORDA JESSICA, ACORDA! – gritei pela milésima vez sacudindo a garota de todas as formas possíveis. Ela parecia uma pedra.
- Me deixa dormir! – reclamou se acomodando melhor com seu travesseiro.
- Achei que você queria ir pro Canadá!
- Achei que só íamos meio dia! – disse tão baixo que eu quase não entendi.
- Acontece minha querida Jessica – minha voz soava mais sínica do que nunca, tirei o edredom que cobria seu corpo e tentei não me perder nele – QUE JÁ É QUASE UMA HORA CARALHO!
- O que? – ela finalmente abriu os olhos meio sem acreditar.
- Você é surda? Eu disse que já são quase uma hora da tarde e nós estamos atrasados, muito atrasados aliás.
- Espera Justin! – ela se sentou e escorou-se na cabeceira da cama – Se o voo saia meio dia não adianta ter pressa, vamos ter pegar outro.
- Nós não vamos pro aeroporto.
- Oi? – ela me olhou confusa se levantando da cama.
- Seus pais descobririam pra onde você está indo por causa do seu passaporte.
- Como você pretende ir então? – seus cabelos estavam bagunçados deixando-a completamente sexy.
- Eu tenho um avião particular! – disse me deitando no lugar onde ela estava antes e apoiando minhas mãos na minha cabeça tendo a visão do teto branco.
- O que? – ela entrou no banheiro – Você tá chique hein camarada!
- Eu não tô chique! – disse rindo – É que meus pais são ricos, você acha que é a única que é bancada pelos coroas?

Ela demorou algum tempo pra responder. Então me levantei com os olhos vidrados na porta meio aberta do banheiro. Ela estava limpando a boca após escovar os dentes. Em seguida ela  começou a tirar o seu pijama, eu continuo achando que era um lingerie. Mordi os lábios quando ela jogou o mini short no chão, aquela era a visão do Paraíso. Assim que ela tirou a blusa ela ficou de frente pra mim, seus olhos se arregalaram ao me ver. Ela bateu a porta na minha cara antes que eu a agarrasse. Garota esperta.

- IDIOTA! – gritou .
- Seus seios são lindos, posso chupar? – provoquei fechando a mala dela.
- Quando eu sair daqui eu vou te dar um murro ai você nunca mais vai abrir a boca pra falar merda!
Dei risada.
- Quero ver! – coloquei a mala de pé – Suas coisas estão arrumadas, não demora tá Barbie Girl? Nós temos um horário a cumprir.
- Como se você fosse responsável! – disse me fazendo rir.
Sai do quarto e o Lil já estava terminando de comer o almoço improvisado já que a nossa querida cozinheira gostosa resolveu tirar férias. Na verdade o Lil comeu ela achando que era uma das prostitutas da boate. Nunca vou superar isso, ela fazia o melhor molho de tomate do universo. O tapado do Chace estava carregando a arma no sofá como se só fossemos nós ali. Vontade de aproveitar e meter bala nele é que não me faltou.
- Você é louco porra? – empurrei ele com força – Guarda essa disgrama!
- Perdi alguma coisa? – ele me olhou confuso.
- Você não avisou pra ele? – olhei pro Lil incrédulo.
- Qual é Biebs, você sabe que ele não bota fé nesse lance de você conseguir tirar o Trevor da área, sacô?
- Não interessa Lil, eu pedi pra você avisar pra ele. Você devia ter feito isso porra!
- Beleza! – ele bebeu o último gole de Whisky e bateu o copo na mesa com força, por um trisque e ele não se despedaçava em mil pedacinhos – O Justin arrumou uma vadia que vai ajudar ele a conseguir os um milhão de dólares que o Trevor pediu.
- Aquela gostosa que tava na tua cama hoje de manhã? – perguntou o bastardo fulminando de desejo – Achei que era uma vadia, ia até te dizer que é a melhor que tu já comeu.
- Eu não comi ela. – grunhi.
- Não? – ele levou a mão até a boca – Você broxou lek?  - ele riu – Nossa, os tempos estão mudando mesmo...
- Vai se foder! – gritei enquanto os dois se acabavam de rir – Guarda a porra dessa arma agora! – ele fez sinal de paz e guardou a arma na cintura – Valeu Chase. Bom garoto.
- Se eu fosse você não se metia mesmo! – Lil aconselhou passando por nós – Eu acho que dessa vez vai dar certo.
- É claro que vai. – concordei – Com essa garota meus pais vão achar que eu realmente tenho um negócio aqui em Nova Iorque, vão achar que eu tomei jeito e vão me dar um milhão de dólares pra investir em um negócio em que eu tenho como sócio o dono da Apple e a estilista mais conceituada dos Estados Unidos. – sorri maravilhado – Dá até emoção de falar.
- Tá legal! – Chase se sentou no sofá – Ótimo plano. Só tenho uma pergunta.
- Qual?
- Ela já sabe disso?
- Bom...
- Foi o que eu pensei! – ele sorriu vitorioso.
- Eu vou contar pra ela tá legal?
- Um rum! – murmurou irônico.
- Eu tô falando sério bro! Vou dizer que sei lá, que eu quero continuar aqui em Nova Iorque, que eu vou montar uma loja de alguma coisa, sei lá, foda-se, eu vou conseguir convence-la a mentir pros meus pais ok? Eu vou achar um jeito.
- Isso está com cara de que vai dar merda! – disse pessimista.
- Eu não preciso de ninguém jogando praga não tá bom? – joguei uma almofada na cara dele e o puxei do sofá – No momento eu só preciso que você vá indo na frente para receber as cargas que vão ser enviadas.
- Nós devíamos ir juntos, é você quem vai viajar.
- Acontece que a Barbie ainda está se arrumando! – disse empurrando ele pra porta. No exato momento em que ela apareceu no final do corredor.
- Que delicia,não vai nem me apresentar antes? – ele mordeu os lábios.
- Tchau Chase! – fechei a porta na cara dele.
- Quem era? – ela perguntou parando a mala que ela estava empurrando.
- O outro cara que mora aqui. – respondi tentando não prestar atenção nela. Aquela calça apertada já fazia meu amiguinho se excitar. Digamos que aquele decote lá em cima também não estava ajudando muito. – Até que em fim.
- Nem demorei tanto! – ela caminhou até a cozinha – Oi punheteiro!
- Oh My God! – Lil arregalou os olhos se engasgando com a terceira dose de Whisky – Você não viu aquela... você... ontem...
- É, eu vi! – ela assentiu rindo e tomou o resto de seu drinque.
- Depois dessa eu acho que eu vou indo na frente! – ele se levantou sem graça e tocou meu ombro passando por mim. Tive que segurar a risada.
- Pra onde ele vai? – ela perguntou pegando um cereal no armário.
- Ele vai pro lugar onde vamos pegar o avião, é que tenho umas cargas pra levar na viagem! – me sentei na cadeira – Ei, tem almoço no fogão.
- Aquela gororoba? – ela fez cara nojo e em seguida deu risada – Parece até a ração que dão pro meu cachorro.
- Você tem um cachorro? – perguntei – E a propósito quem “tentou” fazer o almoço foi o Lil.
- Tá ai uma coisa que o Lil não vai ser! – ela abriu a geladeira e pegou uma caixa de leite – Eu tenho um Yorkshire Terrier, ele é a coisa mais fofa do mundo.
- Eu tinha um hamster mas ele morreu e eu sofro com isso até hoje! – fiz cara de sofrido – Qual é, ele era uma das pessoas mais importantes da minha vida.
- Eu entenderia se um hamster fosse realmente uma pessoa! – ela riu misturando o leite com o cereal – Acho que não é o caso.
- Os animais deveriam ser tratados como pessoas, eles são são inofensivos.
- E eles nunca te abandonam. – completou dando a primeira colherada.
- No meu caso ele me abandonou.
- Ele morreu. Ele não tem culpa de nada.
- Você tem razão! – cocei a cabeça – Então de repente estamos falando sobre animais ? – nós rimos.
- Do seu hamster, na verdade.
- Por que não trouxe o Yorkshire? – perguntei curioso.
- Eu não seria louca a esse ponto. Ele está bem cuidado lá. Ah, ele mija toda hora, não importa o lugar.
- Qual o nome dele?
- Beatle.
Gargalhei alto.
- Como é que é?
- Fã loucamente apaixonada por John Lennon na sua frente! - disse rápido.
- Por essa eu não esperava! – confessei – Você tem cara de que gosta de uma balada Calvin Harris misturado com Loca da Shakira!
- Isso é tão óbvio? – perguntou rindo de boca cheia, normalmente eu acharia aquilo patético mas ela ficou tão fofa. Eu disse, fofa?
- Sim, agora vamos por que você já enrolou demais! – me levantei da cadeira e comecei a empurrar ela afastando-a da vasilha que ainda estava pela metade.
- Não faz isso poxa, tô com fome! – resmungou mastigando.
- Vai ficar obesa! Anda logo! – empurrei ela pelas costas e ela pisava o pé firme no chão porém eu sou mais forte que ela claro.
- Tá legal, você venceu idiota! – disse pegando sua bolsa no sofá.
- Eu sempre venço! – sorri irônico e ela revirou os olhos.

Peguei sua mala que parecia estar ainda mais pesada e fui empurrando até o elevador. Eu teria que me controlar. Vai ser muito constrangedor se ela descobrir que eu tenho medo de elevador. Na verdade eu sou Claustrofóbico. Eu não consigo ficar em lugares fechados por muito tempo, é como se eu tivesse parando de respirar. Apertei para o irmos para o estacionamento e coloquei as mãos no bolso.

- Quer que eu segure a sua mão ou algo assim?
- Quê? – a olhei confuso e ela apenas deu risada.
Não curti, achei ofensivo.
Quando o elevador se abriu suspirei de alívio e saímos. Coloquei a mala no porta malas da minha Range Over e entrei no carro onde ela já se encontrava sentada no banco de passageiros olhando com atenção para a tela do celular.
- Algum problema? – perguntei olhando para os lados dando ré para sair do estacionamento.
- Minha mãe. – disse baixo – Ela não ligou nenhuma vez.
- Talvez ela não tenha percebido! – troquei de marcha – Obrigada Jake! – agradeci o porteiro após sair  e ele acenou fechando novamente o portão.
- Justin eu ia viajar ás cinco da manhã.
- Sei lá, seu irmão pode ter te acobertado.
- Pode ser! – disse meio duvidosa – Eu disse pra ela que não precisava me levar, que ela poderia dormir até tarde, mas ainda assim, já era pra ela ter ligado pra saber se eu cheguei bem, sei lá...
- Por que você se importa tanto? Deveria ficar feliz por ela não ter ligado.
- Isso significa que ela não gosta de mim.
- Eu acho que isso significa que ela confia em você! – disse sincero.
- Ela não deveria! – ela riu sem humor – Recebi quase cinquenta ligações da Victoria com inúmeras ofertas para eu não embarcar com você pro Canadá.

Eu ri.

- Aquela morena gostosa é santinha então?
- Ela é mais reservada sabe, ela não pega qualquer um, ela é mais responsável apesar de ter fugido ontem com o Bob, na verdade ela só faz isso quando se trata de compras, é sério.
- Eu não importo! – olhei pra ela – As santinhas são as melhores.
- Seu ridículo! – ela riu empurrando meu ombro.
- Quer que eu bata o carro? – falei indignado.
- Seria legal se parasse de dirigir como uma tartaruga! Não foi você quem disse que estamos atrasados? – ela me olhou e mordeu os lábios provocativa.
- Você que manda gata! – pisei fundo no acelerador e ela abriu a janela gritando como uma louca colocando um dos braços para fora.
- ISSO É DEMAIS! – murmurou enquanto o vento batia em seu rosto fazendo com que seus cabelos voassem.

Apenas sorri e continuei dirigindo. A Jessica é só uma típica patricinha de Manhattan. O máximo de aventura que ela já teve foi provavelmente transar com um jogador de basquete na sala da Diretora ou tomar banho pelada em uma praia qualquer. Ela não parece e não é o tipo de pessoa que já viveu algo insano, algo que faça seu corpo tremer, que a deixe fora de si.

Algo como êxtase.

E se eu vou usa-la para conseguir algo, eu preciso dar a ela algo em troca.

Aventura.

Vou dar isso a ela.
~*~ 

- Poxa, já chegou? – ela fez beicinho assim que eu parei o carro em um matagal do caralho, sem contar na lama que tinha no caminho e naquele lugar nem tinha asfalto. Mas ok, era preciso – Eu sabia que não ia ser em um aeroporto mas não imaginei que fosse no meio do nada.
- Você fala demais! – reclamei tirando a mala dela do bagageiro.
- E você é um chato!
- Vem logo! – peguei sua mão e fui puxando a mala com a outra. Eu tenho certeza que ela se arrepiou com o mísero contato que tivemos. Eu só não entendia por que. Na verdade eu entendia. É o efeito Bieber causando.
- Por que tem tantos homens aqui? – perguntou confusa assim que nos aproximamos do local onde já não tinha mais tanto mato e onde o avião já estava parado sendo carregado por várias caixas onde continham alguns tipos de drogas – E o que eles estão colocando no avião?
- São só uns amigos! – disse soltando sua mão e parando a mala – E ai bro! – cumprimentei Chaz com um aperto de mão, ele era meu melhor amigo desde sempre, ele também faz parte dos esquemas mas ele raramente vem aos Estados Unidos, sempre controlando os negócios no Canadá. Trevor confia pra caralho nele, tenho que confessar, ele é o cara. Ele tinha vindo pra buscar as cargas e me levar pra lá.
- Fala Bieber! – ele riu me abraçando de lado – Consegui chegar em apenas quatro horas e meia!
- Uo uo! Acho que isso é um recorde!
- Ryan queria ter vindo mas a Leticia não deixou.
- Leticia? – perguntei confuso.
- Eu mesma! – a garota dos cabelos loiros com algumas mexas rosas saiu do avião mordendo a língua com aquela carinha safada de sempre. Ela é prima do Ryan e é o que eu posso chamar de “brinquedo “ da galera. Já perdi as contas de quantas vezes comi ela. Ela tem uma espécie de obsessão por mim. Ás vezes chega a ser chato, mas é claro que eu aproveito.
- Leleca! – exclamei chamando-a pelo apelido que eu coloquei nela. Eu ia abraça-la mas ela desviou-se de mim fazendo cara feia e isso me fez rir.
- Eu odeio esse apelido! Cala a boca Bieber!
- Não olhe pra mim! – Chaz levantou as duas mãos – Ela que obrigou o Ryan a ficar.
- E como ela conseguiu isso?
- Ela disse que ia arrumar a Srta. Morgan da loja da esquina pra ele.
- Chaz a Srta. Morgan tem 32 anos e três filhos. – disse incrédulo.
- Acho que ela enganou ele! – Chaz abaixou a cabeça pensativo.
- Ela enganou todos vocês, idiotas.
- Não gostou da minha surpresinha Bieber? – ela passou a mão por toda a extensão do meu tórax – E quem é você pra falar sobre mulheres mais velhas?
- Eu não sei do que você está falando.
- A mulher do Trevor tem quase quarenta e você ainda quer comer ela!
- Ela tem 34 porra. – disse histérico – E ela é uma gostosa!
- Que seja! – deu de ombros -  Quem é a vadia da vez? – ela olhou sobre o meu ombro e então eu me virei finalmente me lembrando de que a Jessie estava ali provavelmente sem entender porra nenhuma do que estava acontecendo.
- Ela não é uma vadia! – disse sério – Essa é a Jessica.
- Oi Jessica! – Chaz a cumprimentou com um beijo no rosto -  Uau, você é uma gata.
- Obrigada! – ela sorriu sem graça.
- Ela é a minha namorada.
Leticia encostou a mão no meu ombro e colocou a outra na barriga simulando uma dor imensa de tanto rir como se o que eu disse fosse uma piada.
- Namorada? – ela não conseguia parar de rir.
- Sim Leleca! – tirei ela do meu caminho – Agora fica caladinha na sua.
- Terminamos de colocar as cargas! – Lil disse após ele fecharem o bagageiro do avião – Vocês já podem ir.

Os homens que estavam ajudando ele assentiram para nós e foram saindo do local. Chase ainda estava agasalhando algumas coisas dentro do avião. Jessica ainda permanecia para no mesmo lugar atenta a cada palavra que era dita com  a clara visão de confusão estampada em seu rosto.

- Valeu bro! – abracei Lil de lado, ia sentir falta dele nessas duas semanas.
- Que isso, qualquer coisa só liga que tamo aê!
- Falou então!
- E tomem cuidado, se a Polícia Federal pega vocês fodeu.
- Deixa com a gente! – disse firme seguro das minhas palavras.

Antes de ele ir em direção a minha Range Over que ele iria levar para o apartamento, a Leticia fez questão de dar um beijo nele. É, eles sempre fazem isso. Uma vez até rolou uma suruba entre ela, ele , o Chase e o Chaz. Uma mulher para três machos? Não quis participar dessa, me pareceu brochante. Ela olhava para Jessie como se ela fosse uma piada. Tá legal, eu não sou o tipo de cara que costuma namorar uma garota só mas... é, isso é surreal mesmo.

- Entra ai! – disse para Jessie após Chaz e Leticia entrarem no avião. Chase já tinha descido e ido embora.
- Justin! – ela me olhou e era como se seu rosto fosse um ponto de interrogação gigante, eu podia até imaginar o que ela estava pensando. “ Eu acabei de me meter em uma encrenca daquelas” ou algo assim. 
- Relaxa tá? – acariciei seu ombro levemente a impulsionando para frente – Eu vou te explicar tudo.
- Não Justin, você vai me explicar agora por que caso isso seja muito sério eu não vou nem entrar nesse avião. Isso é loucura.
- Meu pai Jessie, ele tem uma empresa de UFC no Canadá. Eu estou levando alguns equipamentos para uma nova loja que ele vai abrir, é só isso.
- E por que a polícia federal não pode saber disso?
- Por que é ilegal a entrada em transportes privados. Ele decidiu comprar aqui nos Estados Unidos por que é mais barato. Não é nada demais.
Ela me olhou desconfiada e pensativa.
- Qual é Jessie! – encostei nossas testas e dei aquele sorriso que costuma causar desmaios por onde passo, ela suspirou profundamente e entortou o canto da boca da forma mais sexy possível. Selei nossos lábios por um breve segundo. Isso foi quase “romântico”, eu diria.
- O casal do pombinhos vai ficar ou o que? – Leticia nos chamou fazendo uma cara feia e eu mordi os lábios rindo dela.
- Posso te dizer uma coisa?
- Você pode dizer qualquer coisa Jessie!
- Não fui com a cara dela! – eu ri e a direcionei até a porta do avião.
- Eu entendo, também não suporto ela.
~*~

Quando eu não estava dormindo no colo da Jessie eu estava tentando controla-la quando ela queria a qualquer custo voar no pescoço da Leticia. A loira se divertia ao ver que suas provocações davam resultado. Mas logo ela se cansou e se sentou na cabine com o Chaz. Era perigoso deixa-los sozinhos, vai que eles começam a se pegar e ele perde o controle do avião. Bom, tudo ocorreu bem no final. E eu ainda ganhei um colo.

O Avião finalmente posou em Toronto as exatas seis horas da tarde. Jessica teve que me acordar e por algum motivo eu fiquei feliz ao ver o sorriso dela ao abrir os olhos. Eca, isso foi horrível.

Mas verdade, isso foi verdade.

- Está me chamando a muito tempo? – me levantei de seu colo piscando freneticamente.
- Uns quinze minutos! – ela riu – E depois eu que sou dorminhoca.
- Qual é, fui dormir as três e meia e acordei as seis! – me defendi.
- As seis? Por que?
- Só uns assuntos pra resolver antes da viagem.
- Ah tá! Olha, eles já estão quase terminando de descarregar os equipamentos do seu pai! – ela percebeu que eu estava tremendo de frio e ergueu minha jaqueta de couro que eu tinha emprestado pra ela ontem – Eles me chamaram pra ajudar mas eu não quis ir por que você estava no meu colo e também por que...
- Ia estragar suas unhas! – disse pegando a jaqueta.
- Exatamente! – ela riu da minha observação.
- Não se preocupe. Já tem uns caras ai pra ajudar eles.
- Trabalharam pro seu pai?
- Sim! – menti sorrindo fraco.

Desde quando Trevor Maddox é o meu pai? Parece uma piada interna pra mim.

- Minha mãe ainda não ligou! – ela disse baixo.
- Eu sei que ela vai ligar! – falei caminhando até a porta do avião – Vem comigo?
- Tudo bem. – ela segurou minha mão com um pequeno sorriso e nós descemos os mini degraus. Ainda tinham bastante coisa pra tirar do avião. Jessica se sentiu desconfortável com os olhares dos homens sobre ela, de fato eu também fiquei. Ultimamente tenho pensando nela como uma propriedade unicamente minha.
- Precisa de ajuda? – chamei a atenção de Chaz que acabava de colocar uma das caixas no chão. Elas logo eram colocadas em dois caminhões que estavam ali.
- Não, eu posso cuidar disso sozinho.
- Tem certeza? – insisti.
- Tenho Bieber! – ele riu – Vai lá apresentar a nova namorada para a Dona Pattie, aliás ela está ficando louca sem você.
- É que ela me ama demais! – me gabei – Também estou com saudades daquela velha.
- Minha sogrinha não é velha! – Leticia resmungou aparecendo ali – Aliás acho que o dono daquela padaria está apaixonado por ela!
- Cala a boca Leleca! – disse irritado – Se eu matar aquele idiota a culpa vai ser sua tá ligado?
- Eu não tenho culpa se ele dá em cima dela! – ela deu de ombros – Ela parece gostar sabia? Ela quer ir comprar lanche todos os dias.
- Argh, você vai ver! – fui pra cima dela mas Chaz me impediu. Ela apenas riu, ela adora provocar, ela gosta de ver o circo pegar fogo, essa é a sua função.
- Vamos logo Jessie! – peguei a mão dela novamente e puxei em direção a minha Ferrari que graças a Deus estava a minha espera. Senti tanta saudades dela. Por que não podemos transportar nossos carros para outro país também?
- Quantos carros você tem? – ela perguntou surpresa.
- Só uns cinco! – respondi como se fosse algo normal.
- Uau! – ela suspirou e abriu a porta para entrar – Esse com certeza é o mais bonito.

Me joguei no meu assento e me senti a pessoa mais feliz do mundo. Esse carro é como se fosse a minha segunda casa, ele é o meu brinquedinho de estimação. Jessica colocou o cinto de segurança me fazendo rir. Eu olhei pra ela e era como se ela estivesse fazendo a si mesma um monte de perguntas. E ainda assim tudo que ela queria era se esquecer das respostas e viver o presente.

- Pronta para conhecer os seus sogros? – ela riu.
- Também quero conhecer o padeiro.
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GENTE EU NÃO SEI POR QUE O BLOG TÁ ASSIM :( Entrei agora a tarde e tava tudo preto, n dava pra ver nada, agora deixei ele simples assim pq a duda n entra poxa :/ Mas quando ela entrar ela vai arrumar como tava antes tá bom? Espero que compreendam :( Qualquer coisa falem comigo (aqui)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Gangster Love - Capítulo 4 - Are you serious?

"Ou você arrisca ou nunca saberá se vale a pena ou não"

Trailer da fanfic (aqui)
Leia esse capítulo no anime (aqui)
Jessica P.O.V

- Sempre soube que você ligaria! – ele disse sorrindo após partimos o beijo por falta de fôlego. Ele pegou a mala e colocou no bagageiro.
- É, as pessoas costumam me dizer que eu tenho cara de louca!
- Aposto que elas já disseram o quanto você é gostosa! – o loiro dos olhos caramelados me secou mordendo os lábios – Tímida? Essa é nova. Vem, entra logo! – ele abriu a porta do carro me deixando completamente sem palavras, então deu a volta e caiu sentado no banco de motoristas – Tem como fechar a porta ou vou ter que descer pra fechar também?
- Huh, claro, desculpa! – fechei a porta rapidamente, percebi que minhas mãos estavam tremulas.
- É impressão minha ou você está nervosa? – provocou colocando a mão na minha coxa de propósito, senti uma onda de choque percorrer cada centímetro do meu corpo como se ele fosse um fio elétrico com alta voltagem – E gelada.
- Só estou com frio! – disse baixo.
- Tá legal, eu posso resolver isso! – ele tirou sua jaqueta assim que o sinal ficou vermelho – Veste!
- Mas e você? – perguntei ao pegar a jaqueta de couro de suas mãos, ele ligou o ar condicionado que deixou o ambiente mais aquecido ainda.
- Eu sou quente como um vulcão em erupção gata! – ele riu sarcástico e passou a língua nos lábios. Meus ovários quase explodiram, deveria ser crime ser tão sexy assim.

Ele continuou dirigindo pelas agitadas ruas de Nova Iorque. Eu me perguntava como deveria ser a casa dele. Já que ele não mora aqui deveria ser um apartamento qualquer, mas se formos julgar pelo seu carro e por suas roupas não é qualquer apartamento, pelo contrário. Entre um sinal e outro ele acabava repousando sua mão na minha coxa, eu já tinha me acostumado com os choques sem ritmo que me faziam arrepiar. Enquanto ele dirigia no mais absoluto silêncio questionava a mim mesma quem era ele. Digamos que um cara que eu conheço a seis horas no máximo. Talvez ele tenha ma convencido a aceitar essa loucura desde o momento em que nossos olhares se encontraram. Será que essa coisa de ir pro Texas é obra do destino? Ah qual é, isso não faz o menor sentido. E eu não acho que estou fazendo a coisa certa, mas ainda assim estou fazendo o que o meu corpo, o que a minha razão incontrolável grita dentro de mim para que seja feito. Eu posso até estar me metendo em uma roubada mas que ele é um puta de um gostoso isso é inegável.

- Está com fome? – perguntou ao parar o carro em frente a uma lanchonete que ficava na Times Square.
- Um pouco. – respondi baixo.
Ele desceu do carro e já foi caminhando em direção a entrada.
- Vai ficar ai? – questionou abaixando a cabeça sobre a janela.
- Não! – desci do carro e bati a porta com força.
Assim que adentramos o lugar percebi que tinha muita gente estranha. Quer dizer, eu nunca tinha ido aquele tipo de lanchonete. Geralmente vamos as do começo da rua que são mais frequentadas. Aquela ali só tinha esqueitistas e o que eu poderia jugar “drogados”. Ignorando os fatos me sentei na mesa em que Justin escolheu. Logo uma garçonete veio nos atender. Esqueci de mencionar que o Justin quase a devorou com os olhos?
- Trás dois sanduíches e duas cocas gata! – o idiota teve coragem de dar um tapa na bunda dela assim que ela se virou, parecia até que eles já se conheciam de outras vidas. Ou diria melhor “de outras noites”.
- Eu não bebo refrigerante! – disse colocando a minha bolsa em cima da mesa – Dá estrias.
- Hoje você vai beber linda! – ele riu, aquela risada é tão gostosa.
- Quando vamos pra casa? – ignorei as risadas dele – Eu estou morrendo de sono, você não faz ideia.
- Eu não pretendo dormir hoje! – encarou meu decote mordendo os lábios – Se é que você me entende.
- Ah, claro que não, você não vai conseguir dormir no sofá quando eu estiver bem acomodada na sua cama! – ele ergueu a cabeça pra trás rindo alto e depois olhou pra mim.
- Acha mesmo que eu deixaria de dormir na minha cama pra você? Pode sonhar, não paga nada!
- O que aconteceu com o garoto educado de alguns minutos atrás?
- Ele ainda está aqui, só  que ele quer muito dormir na cama dele com você!
- Espero que ele entenda que hoje não é um dos melhores dias da minha vida!
- O que aconteceu? – o sorriso irônico se transformou em uma feição séria, quase poderia dizer que ele estava preocupado.
- Amassos no banheiro das líderes de torcida, uma vadia descobriu e contou para a Diretora, meus pais me colocaram de castigo por um mês e me obrigaram a ir pra casa da minha vó no Texas.
- Achei que você fosse um anjinho! Amassos no banheiro das líderes de torcida? Jessica você está me surpreendendo cada vez mais.
- Não foi nada demais e por favor me chame de Jessie.
- Tudo bem Jessie. – ele sorriu – Espero que seu pai não mande o FBI atrás de mim.
- Não duvide disso! Vamos sair que horas?
- A tarde. Nós chegamos lá cedo da noite!
- Pode ser meio maluco mas eu mal posso esperar para as festas de Toronto!
- Você vai gostar, é outro mundo, são outras histórias! – ele começou a brincar com os dedos de sua mão – Aquele moleque era o seu irmão? Acho que ele não foi com a minha cara.
- Definitivamente não! – comecei a rir – Ele ficou furioso por que eu disse que ia viajar com você, mas tudo bem, ele vai conseguir superar a minha ausência.
- Ele me parecia bem feliz com ela!
- Idiota! – taquei um pouco de sal na cara dele.
- Sua louca! – gritou histérico limpando os olhos.
- Jessie ! – alguém gritou atrás de mim.
- Me segura Jesus Cristo, aquele é o gato que ela tava falando? – quando me virei dei de cara com Bob e Victoria que estavam com várias sacolas de compras. Foi bem estranho vê-los ali, como eu disse, não é o tipo de lugar que costumamos frequentar.
- Bob! Victoria! – cumprimentei os dois com um beijo na bochecha – Mas como assim você aqui? Achei que ficaria de castigo também.
- Eu fiquei! – ela disse ofegando colocando as sacolas no chão – Mas o Bob me ligou e eu pulei a janela!
- Oh Meu Deus! – arregalei os olhos rindo.
- Toda hora é hora de fazer compras darling! – Bob disse rindo e então olhou para Justin que piscava frenticamente e esfregava os olhos sujos de sal – Os pais da duda não disseram nada.
- Os pais da duda nunca dizem nada! – Victoria e dissemos juntas indignadas por eles serem tão liberais. A Duda pode até gravar um pornô na cama deles que não dá nada.
- Esse bofe ai é o Canadense baby? – perguntou entusiasmado, até me assustei com tanta empolgação.
- É sim!
- Que história é essa de fugir pro Canadá? – Vick perguntou ligando seu lado santinha de sempre – Eu achei o Bob estava mentindo.
- Eu nunca minto anjinho! – disse sorrindo sinicamente – Jessie eu preciso te dizer, você tirou a sorte grande por que olha...
- Vick eu não vou ficar duas semanas no Canadá aprendendo a bordar tapetes pra sala de estar ok ? Além do mais eu tenho dezoito anos e não devo nada pra ninguém.
- Você é louca! – disse histericamente.
- Concordo! – Justin disse nos encarando com os olhos meio fechados, eles estavam vermelhos – Completamente louca.
- Mal conheceu e já vai espantar o cara amorzinho? – Bob resmungou mostrando indignação – Não se preocupe gracinha, eu tenho colírio aqui que é divino, vai resolver! – ele abriu sua bolsa rosa choque “escândalo” como ele costuma dizer, e tirou de lá um vidrinho de colírio. Antes que Justin protestasse ele se aproximou dele e segurou seu rosto com uma das mãos, ele colocou o colírio e o Justin gemeu baixinho fechando os olhos rapidamente.

Acho que tive um orgasmo.

- É sério Jessie, não faz isso por favor! Você nem conhece ele, vai que ele é um estuprador, sei lá, pode ser perigoso!
- Eu não vou voltar atrás. – disse séria.

A garçonete chegou com os nossos pedidos e colocou sobre a mesa. Bob tagarelava com Justin que revirava os olhos e tentava se afastar o máximo possível. Eu ouvia a Victoria me dar uma bronca tentando conter o riso por causa do total desespero do Justin.

- Tudo bem, eu já estou ótimo! – Justin sorriu fraco afastando Bob.
- Tem certeza? – ele passou a mão no rosto dele acariciando ao redor dos olhos – Parece que...
- EU TENHO PORRA! – Justin tirou a mão dele lá com raiva e se levantou exalando fúria – Se você gosta de pau tudo bem, eu entendo perfeitamente, acho até bom por que sobra mais buceta pra mim comer. Só que eu sou macho porra e tô muito bem desse jeito.
- Oh My God! – Vick murmurou de queixo caido assim que Justin saiu da lanchonete chutando todas as mesas que via pela frente. Esse é um lado dele que eu ainda não conhecia.
- Mal educado! – Bob resmungou  sem perder a pose.
- Foi mal! – disse indo abraça-lo.
- Relaxa Jess, eu já estou acostumado, não é todo mundo que aguenta o meu brilho ofuscante.
Dei risada.
- Ele é um idiota.
- Idiota ou não ele é uma delicia. – Bob tirou um espelho de sua bolsa e começou a ajeitar o cabelo – Nossa tô precisando retocar o rimel, olha só os meus sílios.
- Você vai mesmo viajar com aquele imbecil? – Vick perguntou indignada aumentando o tom de voz.
- Eu vou sim, vou mostrar pra ele como é que se faz! – joguei cinquenta dólares em cima da mesa e dei um rápido beijo na bochecha dela, fiz o mesmo no Bob que abriu um lindo sorriso ao me ver sair pela porta.

Justin estava batendo as mãos no volante com impaciência. Revirei os olhos e caminhei até lá. Eu não esperava que ele abrisse a porta do carro pra mim, aliás ele nem se quer pagou os pedidos que a gente nem se quer comeu. Respirei fundo e me joguei no banco de passageiros. Ele ligou o som e uma música eletrônica completamente dançante começou a tocar. Tive que me segurar para não acompanhar o ritmo em que Justin mexia seus ombros e estralava seus dedos. De repente meu celular apitou.

- Acho que vamos ter que dormir com fome! – disse sem perder o ritmo da música.

De: Vick “Não faça isso Jessie “

- Culpa sua! – ele continuou quando viu que eu não respondi.

Não respondi o SMS e guardei o celular novamente na bolsa que estava no meu colo. Ignorei as palavras dele como se fosse apenas eu naquele carro. Ele suspirou fundo mostrando irritação.

- Que foi, não vai falar comigo agora?
- Eu não fiz nada.
- Exatamente, você não fez. – ele bufou.
- Qual o seu problema cara? Você não tem o direito de falar assim com ele.
- Ah, então é tudo por causa daquela bicha? Eu só deixei bem claro que eu gosto é de buceta porra!
- Grosso! – gritei incrédula.
-  Grosso, grande e duro! – disse rindo malicioso.
- Argh! – funguei batendo os pés com força no chão do carro.
- Quem era aquela gostosa que tava com ele?
- Quer pegar também? Se quiser te passo um número.
- Se ela abrir as pernas pra mim! – ele pousou a mão na minha coxa e apertou forte – Por que não?
- Muito idiota mesmo! – disse lentamente tirando a mão dali.

Quando ele percebeu que eu ficaria de mal humor para sempre ele me deixou em paz e continuou curtindo a música como se nada tivesse acontecido. O caminho até o enorme prédio em que ele morava passei olhando para a janela. Se eu olhasse pra ele não seria capaz de resistir aos seus malditos encantos. O porteiro sorriu e abriu o portão automático. Justin adentrou ao enorme estacionamento e deixou o carro na vaga mais próxima. Ele saiu do carro e eu fiz o mesmo já sabendo que ele não abriria pra mim.

Vivendo e aprendendo.

- Uau, você mora aqui? – nem percebi mas de repente já tinha me esquecido completamente do que ele tinha feito. Isso seria o efeito Bieber colateral sobre mim? Pisquei duas vezes afastando essa ideia.
- Por enquanto! – disse caminhando para o elevador após pegar minha mala, eu apenas segui seus passos -  Você trouxe o seu guarda roupa inteiro foi?
- Nem um terço dele! – falei rindo da sua careta.
- Mulheres são tão exageradas! – ele conseguiu dar meio riso e colocou a mala no chão do elevador que ele colocou para ir para o décimo segundo andar, que aliás era o último.
- Caralho, você mora na sacada do hotel?
- Por enquanto! – repetiu – Eu pretendo arrumar um apartamento maior ou então comprar uma casa.
- Eu não estou reclamando! – tentei explicar – Na verdade eu estou dizendo que é incrível.
- Obrigado! - disse inquieto.
- Que foi?
- Nada.
- Você está tremendo, sei lá...
- Não foi nada, só não gosto de elevador.

Eu achei aquilo estranho. Nunca conheci ninguém que tem medo de elevador. Por que ele podia até tentar me enganar mas suas mãos estavam soando assim como a sua testa. Abri um sorriso comprimido. Então o machão fodão tem medo de elevador? Mal podia esperar para contar isso pro Bob. Quando a porta finalmente se abriu ele pareceu a pessoa mais aliviada do mundo ao sair dali. Esperei que ele pegasse a mala para irmos para uma das duas portas que tinham no corredor.

- É a segunda porta! – disse arrastando as malas pelas rodinhas.

Assenti e caminhei ao local indicado. Oh Céus, eu quase vomitei. Tinha um garoto lá, um moreno do cabelo engraçado. Não, ele não estava sozinho. Tinha duas putas em cima dele. Ele estava entocando em uma delas enquanto a outra chupava seu pescoço. Tapei os olhos e a boca tentando abafar o gritinho histérico que dei ao ver a cena.

- Aww, aww Lil! – uma das garotas gemia – Isso Twist, mais rápido!
- Merda! – Justin resmungou largando a mala – Esqueci que a nossa festinha ia ser aqui hoje!
- Justin? – Lil olhou para trás dando de cara com nós dois e então arregalou os olhos – Jessica?
- Como você sabe o meu nome? – Justin o repreendeu com o olhar e ele empurrou as vadias pra longe.
- Ouvi por ai! – disse pegando a cueca, é claro que eu tampei os olhos quando ele ficou de frente pra mim sem se preocupar como se fosse a coisa mais normal do mundo.
- Vai terminar a festinha no seu quarto bro, hoje tem dama em casa! – me senti honrada ao ouvir Justin dizer aquilo.
- Você sabe que eu não como vadias na minha cama! – ele colocou seu short e começou a empurrar as garotas para fora, elas mal pegaram suas roupas no chão quando ele bateu a porta na cara delas.
- Essa frase é minha!  - Justin protestou – A ruiva é uma delicia!
- O boquete da morena é melhor! – o garoto com voz de pato mordeu os lábios – E você gata, o que devo a honra da sua visita?
- Jessie esse é o Lil, um dos tarados que moram aqui!
- Não é só você? – arregalei os olhos e eles riram.
- Somos eu,  o Justin e o Chase! – Lil respondeu se jogando no sofá – Desculpa por ter chegado em um momento
- Ah! – sussurrei baixo.
- Ah o que? Até parece que você nunca fez uma suruba.
- Justin você tá constrangendo a menina! – Lil riu ligando a TV e só pra completar estava passando um filme pornô – Ops! – ele mudou de canal rapidamente reforçando o sorriso.
- Relaxa dude, ela é uma porra de uma safada também! – ele deu um tapa na minha bunda e caminhou até onde eu acho ser a cozinha. É que tinha tanto coisa jogada pelo chão que ficava difícil saber onde fica o que.

Meu celular começou a tocar loucamente e eu atendi indo para o corredor para que o barulho da televisão não atrapalhasse. Era a duda.

- Alô?
- SUA MALUCA, VOCÊ VAI MESMO PRO CANADÁ?
- Fala baixo porra, eu não sou surda! – pedi afastando o celular do ouvido.
- Você não ia me contar vadia? – resmungou moderando o tom.
- Na verdade eu ia mas as notícias se espalham rápido!
- Eu achava que eu era doida mas você conseguiu me superar!
- Ai duda não viaja tá? São só duas semanas e eu volto.
- Espero te ver antes da sua mãe te picar em padacinhos! – ela riu.
- Nem me fale.
- Porra quando a Victoria me ligou ela tava boladona, falando desesperadamente, mal consegui entender o que ela dizia, ai ela passou pro Bob e ele ficou meia hora falando do tanquinho do cara e alguma coisa sobre colírio, umas duas horas depois finalmente consegui entender o que queriam dizer.
Dei risada.
- A Vick é uma exagerada e o Bob também.
- Ah isso não, eu vi o gostosão, eu comeria fácil e repetiria durante um mês.
- Pervertida! – sorri maliciosa.
- Será que ele não tem um amiguinho pra mim não ?

Virei de costas e vi Lil se masturbar assistindo o filme do qual ele tinha mudado a poucos minutos atrás. Engoli em seco aquela cena e desviei minha atenção para qualquer outra coisa daquele lugar.

Ele era absurdamente o tipo da Duda.

- Que foi? – ela perguntou despertando minha atenção.
- Nada! – suspirei abrindo a porta de um dos quartos – Só estava pensando que essas próximas duas semanas serão inesquecíveis.

+120 comentários
E ai, o que estão achando? muahaha Gente quem pediu o link dos fcs que criaram pra Gangster Love é só ir em "Fã Clubes" ali no menu. HAHAHA' Me acabo de rir com vocês, obrigada pelo carinho, é muito importante pra mim, fico muito feliz >3
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